23 de fevereiro de 2016

O amor que trago dentro...

De volta. De volta a este lugar que me faz tão bem… este meu canto de partilhas, de coisas boas. De amor. Regresso não só ao blogue, mas também a esta terra montanhosa, onde lá bem no alto, os Alpes cobrem-se de neve e o ar gelado sente-se no rosto. Volto, trazendo em mim, calor, sol e luz. Muita luz, desse lugar que trago no coração, desse lugar, onde sou verdadeiramente feliz. .

Partimos da Suíça debaixo de uma neve intensa e de um frio gélido, para um sol luminoso e belo em Lisboa. Ainda no avião, avisto o rio, a ponte 25 de Abril e a orla tão bonita das praias de Sintra. Sinto as lágrimas a querem surgir… Contenho-me. Um pouco por vergonha dos que me rodeiam... Avistar Portugal, ver, mesmo que seja ao longe e ainda bem lá do alto, tem sempre este efeito em mim, um nó na garganta, uma saudade e uma ansiedade que se agiganta, uma vontade de chorar imensa. Ficámos separados, ele do lado contrário do avião, diz-me mais tarde, que avistou ao longe, o Palácio da Pena no topo da serra. E foi assim que fomos recebidos e chegámos ao lugar que chamamos Casa.

Nestes dias, as palavras, família e amor, dominaram. Mas mais do que palavras, foi o que senti e o que trago dentro...

Conheci o meu sobrinho bebé (filho do meu irmão mais novo), com pouco mais de um mês… coisa boa, calminho, sereno… No meu colo, atento, olhou para mim e para tudo que o rodeia, com uma curiosidade tão própria e bonita de quem tem o mundo por descobrir e conhecer. Quase como se o quisesse sorver de uma só vez. Um amor! Um pequenino (grande) amor.

Abracei os sobrinhos já maiores (doze e dezasseis anos, filhos da minha irmã), conversámos, brincámos. Numa tentativa de recuperar um tempo (perdido), que nunca se recupera…

E entre beijos e abraços fortes, voltei a ver a barriguitas linda, a irmã de coração, a minha cunhada e o meu irmão (mais velho) quase a serem pais. Trago em mim, as conversas boas, os risos, os abraços, a cumplicidade, o amor que vi e não esqueço… as festinhas imensas que a vi a dar na barriguinha já enorme. O que senti, quando ao querer sentir o bebé, o malandro quis dizer um olá à tia, com um pontapé grande, que me assustou, mas ao mesmo tempo, fez-me rir e deixou-me tão contente e feliz. Feliz por estar ali, feliz por eles. Entretanto este bebé, já se juntou à família, no dia do amor, no dia 14 deste mês. Não encontro presente melhor que este… Mais um amor pequenino! Bem-vindo meu anjo, estou ansiosa por te conhecer. Já te esperávamos há muito…

Nestes dias, procurei absorver o melhor… sentir o sol no rosto, aqui o sol fica escondido muitas vezes, atrás das montanhas, sentir-me em casa… Bebi café na pequena mesa de madeira na varanda, a ouvir os sons da noite… uma noite que estava calma, serena, sem frio. Mais tarde já no quarto deitada, começa a chover intensamente e em pensamento, agradeci aquele bocadinho, aquele momento de tranquilidade que me foi concedido... O meu, o nosso quarto, as saudades que eu tinha, deste espaço… tento sempre reter tudo em mim… o cortinado onde a libelinha mora. As flores pequeninas, rosas e brancas da jarra na mesa de cabeceira, assim como a bailarina de loiça branca que eu escolhi como adorno. Talvez para me lembrar, que a vida deve ser levada como uma dança, com alegria. Nem sempre no compasso certo.. mas guiada por amor.

Só temos a verdadeira noção da falta que tudo nos faz, no regresso, em Casa, onde nos sentimos em Casa. Podemos ao longe sentir saudades, mas é no regresso, quando sentimos a alegria do reencontro da família, dos nossos amores, dos lugares, das coisas simples que nos fazem tão bem, aí sim, temos a consciência, do quanto tudo aquilo nos faz falta… uma imensa falta.

Encontrei ainda, no mar, o meu refúgio, a minha paz. Precisava de ver o mar… Durante dois dias, descansámos, namorámos à beira-mar, na vila bonita da Ericeira. A terra das casas em tons de branco e azul, tão simples, tão bonitas... A Ericeira tem um pôr-do-sol, dos mais bonitos que já vi… parece pintado a aguarelas, onde cada traço faz parte de uma pintura, serena e perfeita. Nestes dias aproveitei para fotografar, para trazer comigo um pouco desta beleza, mas soube também, pôr a câmara de lado. Contemplar, reter o máximo que conseguisse. E o que eu adoro o mar no Inverno… É no Inverno que ele mostra o quanto é deslumbrante. No Verão, o mar é de todos. No Inverno pertence apenas a ele próprio e às gaivotas que o sobrevoam..

As imagens que deixo neste Post (e nos próximos), são imagens de momentos bonitos, de simplicidade, de saber tirar o melhor da vida... As ondas do mar, o pôr-do-sol, a areia dourada pelos últimos raios de luz, uma gaivota que passa. Um cão que brinca com a dona, uma mulher que contempla o oceano, um casal que namora à beira do mar... Momentos simples, mas tão bonitos. Espero que sintam um pouco do que eu senti nesta viagem. Deixo ainda, e irei deixar nos próximos posts, um pequeno vídeo, apesar de não ter muito jeito para filmar, quis trazer comigo, um pouco mais de mar.

Este post é ainda, um agradecer. Agradecer pelos momentos preciosos, pelos lugares que nos estão no coração. Agradecer pela dádiva preciosa que é a vida, em que mais dois bebés se juntam à família. Agradecer por todo o amor que vi e vivi... Agradecer pelos vossos comentários (que entretanto já respondi ;), que me fizeram sorrir e ficar tão feliz... Um Obrigada a todos. Um Obrigada, à Vida





A natureza pinta assim...





 '' A felicidade é uma soma significativa de coisas insignificantes.'' - Pedro Chagas Freitas

 Contemplação...


 Levantar voo... Foz do Lizandro

Céus de tempestade



Os últimos raios de luz...

 Ericeira, Portugal,  Janeiro de 2016

Ericeira Mar e Gaivotas - Vídeo.

Mais sobre a Ericeira, aqui.

*Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

30 comentários:

  1. Adorei o post!! As fotografias estão fantásticas! Continua!
    http://o-blogdaritinha.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  2. Amor é mesmo a palavra que melhor descreve esta publicação!
    Adorei as fotografias *.*

    Um grande beijinho, minha querida

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ohh Muito Obrigada, querida Andreia :)

      Outro grande para ti ❤

      Eliminar
  3. Sempre bom voltar e que fotos fantásticas :) R: Obrigada querida

    ResponderEliminar
  4. Tão bom que estejas de volta, linda Cláudia. E com essa gratidão toda. Cheia do azul que te fez feliz. Bem-vinda de volta. Esta também é uma casa. Este teu lugar.

    Um beijo grande.

    Mar

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada Mar ;) Mesmo grata.
      Sim, é verdade. Esta também é uma casa, e uma casa, que eu gosto muito!

      Outro grande para ti ❤

      Eliminar
  5. r: É mesmo!

    Muito, muito obrigada *.* é sempre tão bom ler isso.
    Compreendo ahahah

    Beijinhos, minha querida

    ResponderEliminar
  6. é bom encher o coração de coisas boas :) espero que tenhas regressado de coração cheio.
    Que bonitas fotografias

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, regressei mesmo de coração cheio ;)

      Muito obrigada,

      Um beijinho grande para ti, Maria ❤

      Eliminar
  7. Olá querida, venho apenas avisar que mudei o link do blog:
    http://the-choice-26.blogspot.com/ , caso pretendas continuar a seguir-me.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  8. Quão bom deve ser voltar a casa! Imagino o calor que sentiste :) E que belas imagens da Ericeira! É um dos meus locais preferidos para limpar a cabeça de todo o stress.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É mesmo bom, voltar a casa.. e a Ericeira foi a cereja, no topo do bolo. Obrigada Cláudia ;) Também acho. Eu adoro a Ericeira para descansar.

      Beijinhos ❤

      Eliminar
  9. Eu tive exactamente o mesmo sentimento que tu. Vieram-me as lágrimas aos olhos quando vi lisboa (quando estava no EUA a viver), agora pouco mudou, controle-me muito mais mas sinto um sorriso tao grande a crescer em mim quando aterro.
    Vejo que tiveste um bom tempo.Ainda bem.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu sou assim também. É um sorriso que cresce e cresce dentro de nós, mesmo que os lábios continuem imóveis.. É uma felicidade imensa, voltar a casa.

      Sim, na grande maioria dos dias :)

      Beijinho querida ❤

      Eliminar
  10. Sabe tão bem matar saudades nas tuas fotografias do nosso Portugal. Obrigada.
    Beijinhos e bem-vinda a esta segunda casa ;)

    ResponderEliminar
  11. Respostas
    1. É mesmo Natália ;) Eu adoro.. É uma paz imensa.

      Beijinhos ❤

      Eliminar

Obrigada pelo teu comentário ❤ Responderei aqui.

Memórias de um amor..

Saudade..

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner