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15 de setembro de 2016

O que contemos em nós..

De volta à Suíça, de volta a este meu lugar… mas trago tanto em mim…

Foram dias azuis, dias de muito mar. Dias de sol e sal na pele. Recordo os mergulhos no oceano. Que me refrescaram o corpo e alma. Recordo os momentos em que era só eu e o mar… em que deixava o meu corpo flutuar (e a mente levitar) e era levada pela corrente. Os ouvidos submersos, os sons difusos, o corpo ao cimo das águas e o sol a tocar-me a pele. De olhos fechados, ou por vezes a olhar o azul do céu ou uma gaivota que passava… e eu ali ficava… serena, leve… com uma leveza que só o mar nos traz.

Guardo em mim, tanto… o amor está em todo o lugar, a beleza está em o conseguirmos ver. Sorri com os risos das crianças, com as suas brincadeiras, na água e na areia. Sorri com a família que ri e que dá um dos primeiros banhos de mar, ao seu bebé. Sorri com o rapaz que nada e que brinca com o seu cão. Sorri com o casal apaixonado que contempla o pôr do sol. Sorri imenso... Feliz, com os meus sobrinhos, com as suas traquinices. Com os seus abraços apertados. Sorri… e chorei, quando os tive que deixar.

Deixei o lugar a que chamo casa, cheio de sol e fui recebida na Suíça, por chuva. Custa tanto deixar o que nos faz felizes… entretanto o sol já voltou aos Alpes. E devagar a paisagem está a mudar, já reconheço as cores de Outono a querem surgir. E eu só queria que o Verão ficasse… mas ele está em mim, no dourado que trago na pele, mas acima de tudo, no que vivi e que guardo no meu coração.

Estas fotos que hoje vos deixo, são imagens destes dias bonitos e azuis. Numa Comporta maravilhosa, cheia de sol, cheia de um mar de mil tons. Comporta, com um significado, do que contém em si. E a comporta contém em si, muito… contém uma beleza infinita.










Lugares maravilhosos - Praia da Comporta - Agosto de 2016

Houve alguma fotografia que te encantou ? Comenta

   * Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

30 de julho de 2016

Serra, mar. E os lugares a que chamamos casa.

Acredito que nos podemos sentir em casa em qualquer parte do mundo. Sempre acreditei. Apesar de amar Portugal, o meu país, de coração e alma e de para mim, ser a minha casa. Sei também e acredito, que nos sentirmos em casa, é algo complexo.

Acredito que é possível, nascer e crescer num país, sem nunca o sentimos como tal, como a nossa casa. Acredito que é possível viajar, estar no outro lado do mundo e sentirmos que chegámos a casa. Termos esta sensação, este conforto no coração, na minha opinião, tem a ver com identificação. Identificarmo-nos com a cultura, com as gentes, com o lugar... é amor. E o amor é tão difícil de explicar... Sente-se aquele quentinho no coração, aquele conforto. Sente-se que se pertence ali. E essa sensação de pertença, é do melhor que se pode sentir... quer seja de pertença a um lugar, quer seja, quando o nosso coração pertence a alguém. Quando sentes que aquele lugar é a tua casa. Quando sentes que aquele alguém, aquele abraço, é também a tua casa.

Quando somos emigrantes, damos por nós, a pensar em todas estas coisas...
Muitas vezes é-se criticado, quando encontramos este lugar especial, fora do nosso país natal e por vezes, há quem já não queira voltar. Não para viver definitivamente, voltam apenas de férias. Aqui, a critica, é quase, como se fossem ingratos, como se tivessem abandonado o seu pais. Numa situação inversa, há também quem pense, que ao ser emigrante, ao estar noutro país, não se ambienta, não encontra a sua casa, quem não quer... como se fosse possível mandarmos no nosso coração... não podemos mudar os lugares, as gentes, as culturas, nem mesmo a frieza em alguns corações... não podemos... no meu caso, é isto que acontece. Podes estar num lugar belíssimo, mas se a tua alma é feita de sol e de horizontes e as montanhas encobrem, sentes-te preso. Podes estar num país rico, mas se as pessoas têm atitudes, de uma pobreza de sentimentos imensa e são tão diferentes de ti, de nós, da nossa forma de viver, cria-se um distanciamento muito grande, uma falta de identificação muito difícil de ultrapassar.

Pode existir uma razão apenas, ou muitas, para se gostar ou não de um lugar. No caso da Suíça, falo, por exemplo, de uma falta de cuidado e de acompanhamento das suas crianças, que vão desde os três, quatro anos, sozinhas, sem os pais para a escola ou creche... e se lhes acontece algo, se são atropeladas, a responsabilidade nunca é dos pais. Percorrem grandes distâncias a pé, por vezes sós, outras, com colegas da mesma idade ou pouco mais velhos, mesmo que esteja a chover ou a nevar intensamente. Já vimos várias situações de perigo, de crianças muito pequeninas quase a serem atropeladas, porque vão a brincar no meio da estrada. E para eles, os pais e as mães portuguesas, são os piores. Chegando a proibir de levar e de ir buscar, as crianças à escola... Porque não os deixamos ser independentes, porque não os deixamos ser responsáveis. Acredito que proteger demais não é bom, mas esta forma de viver e de pensar, sobretudo, de tratar os seus (e os nossos) filhos, causa-me muita confusão. E sinceramente, não me imagino a ter filhos num país assim. Claro que há pessoas boas e conscientes em todo o lado. Mas quando esta forma de viver, de ser, faz parte da cultura de um país, torna-se complicado.

Poderia vos falar de outras coisas, com as quais não me identifico e que me fazem sentir que esta não é a minha casa. Ou posso apenas dizer, que é um amor imenso, que me faz querer voltar e ficar. Mas seja como for, casa, é onde nos sentimos bem e felizes. E isso pode acontecer em qualquer lugar. Podemos partir e nunca mais voltar, encontrando o nosso porto de abrigo onde nunca pensámos que fosse possível. Podemos deixar a nossa casa e regressar, regressar ao lugar onde fomos e somos felizes. Ou podemos até, nunca partir. Ter sempre vivido no nosso país e sentirmos que aquele é o nosso lar. Seja qual for a situação, seja qual for o local, só cada um de nós o sabe. Sem julgamentos, porque o amor não se julga. Sente-se. Só cada um de nós sente, aonde, a que lugar, pertence.

Eu pertenço aqui, a este verde, a este mar - a este amor. ❥





 Tanto verde... tanto mar...

15 de junho de 2016

O meu pequeno paraíso..

Chove. O céu está cinzento e carregado de nuvens. Lá bem alto, no topo da montanha; a neblina adensa-se... Parece mais um dia de Inverno, mas não. O Inverno já vai longe, a Primavera está no seu fim e o Verão aproxima-se. Mas não aqui... Aqui, é apenas mais um dia de chuva. E o que eu preciso de sol, de luz... Chegam-me notícias de casa, está sol e calor em Portugal... nesta altura a saudade já me aperta o peito... sinto saudades da nossa luz, do nosso sol maravilhoso. Sinto saudades da família, dos abraços, das conversas com as pessoas, ali, bem perto de mim... Sinto saudades dos serões serenos, quentes e de céu estrelado na varanda; sinto saudades até das mais pequenas coisas... Há quem diga, que só se dá valor, quando se perde, ou se está longe. No meu caso, não é verdade, eu sempre amei Portugal. De coração. De alma. Sempre achei o nosso canto à beira mar, um pequeno paraíso. O meu paraíso. Mesmo com todas as suas dificuldades e problemas, sempre foi neste canto que eu quis viver. Gosto de viajar, conhecer. Mas viver... para viver, este é o meu país. Poderia até correr mundo, mas voltar sempre, para a minha casa. Não é uma questão de patriotismo. É identidade. As minhas raízes, as minhas gentes, a minha cultura, tudo o que me torna eu, está comigo, é certo, mas está sobretudo ali. Mas falava eu, do valor que se dá às coisas. O valor sempre dei. É um país que me encanta, cada vez que conheço mais um bocadinho seu. A única diferença talvez, em estar longe, é que damos por nós, a sentir falta de coisas, que nunca pensámos até ali... que era natural estarem ali ou serem assim. Falo de entrar numa pastelaria e ver os nossos bolos, as nossas comidas, falo de andar pelas ruas e ouvir falar na nossa língua, uma língua que não estranhamos... e de ouvir risos, conversas animadas, numa rua, numa esplanada... Os Suíços são um povo mais contido, as ruas são muito mais sossegadas e calmas, mesmo que estejam cheias de gente. Falo até, de toldos, é verdade... parece disparate, mas quando chego a Portugal, e olho para as ruas e lojas e percebo tudo o que está escrito e vejo as nossas marcas, os nossos produtos, tudo o que me é familiar... estou em casa. Quando chego ao aeroporto de Lisboa, isto acontece-me sempre. Aqui, podemos morar mais de um ano em determinada rua, passar quase todos os dias, por determinada loja, e não perceber nada do que lá está escrito. Claro, que à medida que se vai aprendendo a língua, isto vai-se alterando, mas demora, leva o seu tempo. 
Tempo... O poder que esta palavra tem. Se há coisas que demoram na vida, há outras que passam rápido demais... Vejo a vida a correr, as crianças a crescer, os meus sobrinhos. E tudo isto se perde, não se está lá para acompanhar... Outros sonhos e projectos se adiam e a pergunta surge na nossa cabeça, como se de um alerta se tratasse, ainda irei a tempo ? Ainda terei tempo ? Não sei a resposta a estas perguntas... Penso apenas para mim, no meu íntimo, um, espero ter... espero que sim.
Quanto à saudade, há um mundo dela no meu peito. Haveria muito mais a dizer... mas nesta altura, falta-me os cheiros doces da Primavera. Luz, um sol aberto, bonito. Céu azul, abraços e mar. Muito mar.

Estas fotos de hoje, são imagens de um pequeno paraíso. Um porto sereno e muito bonito. São imagens tiradas num Outono, que quis ser Verão, captadas quase, em Novembro. O nosso país é maravilhoso, não é ? :)











Portinho da Arrábida, 20 de Outubro de 2014


Sorrisos Abraços Beijos Amor  
Manos Bebés Sobrinhos Família  
Sol Mar Gaivotas Cheiro a Maresia Vento no rosto 
Varanda Libelinha no quarto Campo Cheiro a Flores ••• Casa.

* Estas palavras soltas, andam sempre comigo; basta olhar para o visor do meu telemóvel. 
Mas acima de tudo, estão no meu coração.

 * Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

2 de maio de 2016

Embarcar num golpe de asa..

Quero ir para casa... Embarcar num golpe de asa... Assim canta Pedro Abrunhosa e Camané. E o que eu queria voltar a embarcar... Mas, deixando um pouco de lado, a melancolia e a saudade tamanha, hoje trago-vos fotografias da última vez que fui a Portugal, da última vez que embarquei e num golpe de asa, abracei quem mais amo. Esta foi uma viagem rápida, de poucos dias, em que devido a uma consulta (ainda sou seguida em Portugal, devido ainda não ter trabalho e seguro de saúde aqui...) tive que voltar a casa. Foi uma viagem sozinha, em que tive receio de não chegar a tempo ao aeroporto, foi a primeira vez, que saí de Glarus, apanhei o comboio até Zurique (cerca de duas horas de caminho) e depois o avião. Já tinha feito este percurso com o meu marido, apesar de poucas vezes, mas sozinha foi a primeira vez e foi uma aventura, mas apesar de tudo, cheguei sã e salva a Lisboa. 

Nestes dias, para além da consulta, aproveitei para estar com a família, conheci o meu sobrinho bebé com um mês... Um amor... Ainda não encontrei melhor na vida, que as crianças, os bebés e os animais... Um bebé lindo, em que para além de tia babada, tornou-se recentemente, após um convite, também o meu afilhado e eu não poderia ter ficado mais feliz. Aproveitei também para estar com os meus sobrinhos já maiorzinhos. Mais amores da tia. E foi tão bom vê-los sorrir e abraçá-los...

As fotos de hoje, são da viagem e de um passeio à beira Tejo, com os meus sobrinhos, com o rio que emoldurou a paisagem, com os pombos e com as flores de uma Primavera, que tinha acabado de chegar. Espero que gostem e que viajem também, um pouquinho comigo.

Foi a primeira vez que viajei à janela... Céu azul ao deixar Lisboa... Fotos tiradas no regresso à Suíça.


Por entre as nuvens... e a terra a parecer uma manta de retalhos.


Trouxe um pouco de terra ... Cheira a pinheiro e a serra ... Voam pombas ... No beiral ...

Costumam ser gaivotas a sobrevoar o rio, desta vez foram os pombos... Jardim de Vila Franca de Xira


'' Voar sempre, cansa - por isso ela corre em passo de dança.'' - Eugénia Tabosa

Vista sobre a ponte de Vila Franca de Xira (Ponte Marechal Carmona)


 '' Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu.'' 
- Friedrich Nietzsche

30 de novembro de 2015

A vida que corre... as folhas que caiem e os abraços onde me abrigo...

Enquanto bebo o meu Cappuccino, olho pela janela... um manto branco já cobre a vila; as árvores, os telhados e a montanha... A neve dá um encanto especial, tão bonito... Está um frio gélido na rua, mas, aqui estou quente. Soa no ar, a RFM que oiço pela Internet, não perdi o hábito de ouvir a rádio que sempre ouvia em Portugal. A vida por cá, pela Suíça vai correndo... vou aprendendo o alemão, esta língua difícil e curiosa, com parecenças com o Inglês, mas com as suas particularidades que a complicam. E é essencial esta aprendizagem, para encontrar um trabalho aqui.

As saudades de casa, de Portugal, já apertam... dói, quando pela TV (Internet) vejo as imagens de lugares que me são tão familiares, quer seja num noticiário, ou numa passagem de novela... As ruas por aqui, as casas, as lojas, já vão estando enfeitadas, o Natal está a chegar, mas este vai ser um Natal duro... longe dos nossos, longe da nossa verdadeira casa... devido ao trabalho do meu marido, não poderemos ir a Portugal nesta época. Não vos vou dizer que não custa, porque não seria verdade, custa e bastante, é uma época de união, de família... de nos reunirmos com os que mais amamos e isso não vai ser possível. Ainda mais, numa altura, em que a família cresce, fui tia novamente esta semana de um menino, por parte do meu irmão mais novo e vou ser, muito em breve novamente tia, desta vez, por parte do mais velho. Perde-se muito ao estar longe dos nossos, das nossas raízes, do nosso lar, e é sempre uma pergunta constante, nas nossas cabeças, se compensa... Ainda não encontrei uma resposta definitiva para esta pergunta... penso que será temporário e isso vai ajudando a suportar...

A meio de Janeiro regressaremos a Casa, espera-nos abraços, beijos e um conforto, que só sentimos junto dos nossos. Até lá, conforto-me noutro abraço, confortamo-nos um ao outro... naquele tipo de abraço que esquecemos tudo, esquecemos o mundo... eu poderia viver nesse abraço... .

Irei entretanto fotografar, num dos meus passeios ao fim de semana, as paisagens da Suíça com neve, ainda só a fotografei da minha janela. Hoje deixo-vos, com mais fotos Outonais, e como é bonito o Outono, aqui!

Um abracinho para vocês! (Eine Umarmung für dich!)*

 Lembram-se no post anterior, de ter referido, que a montanha levava a uma área de floresta ? É tão bonita!

Um banco com vista para a montanha e para os animais nos campos. Quem quer se sentar ? ;)



E o Outono emoldura a paisagem...

Os campos que me rodeiam. Somos tão pequenos, perante a natureza...

Adoro esta foto, em que só se vê a cabeça do bezerro a espreitar por detrás do monte. ;)

28 de junho de 2015

Faltas-me tu, Portugal...

.Saudade...

Uma palavra tão portuguesa, tão sentida... tão nossa...

E eu sinto saudades de tanto...

Do mar imenso que te adorna... onde o meu olhar se perde no azul...

Saudade desse sol, dessa luz maravilhosa... tão característica ... tão nossa.

Falta-me... as conversas... o burburinho numa língua que não se estranha,
nas ruas, nos lugares que tanto conhecemos...

Sinto uma falta imensa do acordar a ouvir os pássaros... de abrir a janela e ver as árvores, a natureza lá fora... aquela família que ao longe rega o campo ao domingo, sem pressas entre risos e brincadeiras...

Falta-me o café... mais que o café, o momento em que o saboreamos na pequena mesa de madeira, na varanda, com a rádio a tocar... um som de fundo para as nossas conversas e risos... beijos e abraços...

Numa tentativa de te reter em mim... de me levar até ti... por vezes fecho os olhos... vejo-me no nosso quarto, olho o candeeiro que paira sobre mim, olho para a pequena libelinha que coloquei no cortinado, uma lamechice romântica, disseste tu, com esse sorriso malandro... lembro-me de nós, nesse nosso refúgio, sinto uma falta imensa da nossa casa... até da cozinha, onde me perdia horas entretida, nos bolos que te preparava com todo o amor...

Falta-me o mar... falta-me o campo... a natureza... as flores... o cheiro quente da terra... 
o calor... as joaninhas nas ervas perto de casa... 

Falta-me as cerejas... comidas e partilhadas a dois... falta-me os passeios de fim de semana às lezírias, 
onde fotografava o campo e os cavalos...

Falta-me o sal na pele... a brisa no rosto... e o sorriso feliz de quem se sente em casa... 

Falta-me as coisas tão nossas... tão portuguesas... as sardinhas assadas acompanhadas de uma boa salada, frutas de verão refrescantes, as nossas comidas, os nossos lugares...

Falta-me as nossas gentes... a nossa casa...  Falta-me... Faltas-nos tu... Portugal...

Lezírias, Ribatejo, Abril de 2015

E aquele que esteve sempre a olhar para mim  ;)  Lezírias, Ribatejo, Abril de 2015

 Flores... Campo... Natureza -  Lezírias, Ribatejo, Abril de 2015

 Ericeira em tons de prata, Abril de 2015

 Este mar... até Agosto Arrábida... até Agosto casa...  Portinho da Arrábida, Abril de 2015

* Autoria das fotos - Life, Love and Photograph  

21 de junho de 2015

Saudade é a alma dizendo para onde quer voltar..



Ericeira... Abril de 2015

E são tantas, as saudades de casa...

Deixo-vos com esta música tão bonita - Diogo Piçarra - Verdadeiro

* Autoria da foto - Life, Love and Photograph   
(título do post - frase de Rúben Alves)

11 de novembro de 2014

Amo-te Irracionalmente e com toda a Razão..

Foto de Parker Young

'' Não te prometo os grandes gestos utópicos dos filmes de Domingo à tarde. Prometo-te os pequenos gestos. Aqueles simples, mas reais e honestos: puxar a cadeira para te sentares, olhar-te sempre com ternura, fazer-te sorrir quando o mundo pede que chores, beijar-te ao adormecer e beijar-te ao acordar. Prometo-te tudo o que posso prometer. 
E no entretanto entre essa promessa e a realidade, prometo ficar a ver-te crescer em mim, enquanto eu me vou incrustando em ti. "  Texto de Pedro Rodrigues

Uma saudade imensa de ti amor, uma semana sem te ver, sem sequer olhar para ti, nem mesmo numa ligação tremida de Internet... 

Há uma semana, que o meu marido na Suíça, não tem Internet, uma semana ! Já é a segunda vez que acontece. Não acho normal, ainda há quem diga que Portugal  está sempre atrás do que se passa lá fora ... Em relação a comunicações pelo menos, não acho, de todo... )

Titulo do Post : frase de Pedro Chagas Freitas.

29 de outubro de 2014

Our Love..

Foto de parkeryoung.net























O teu cheiro ainda está pela casa... na t-shirt que vestiste, na tua almofada.. e na minha memória onde está tão forte... tão presente. Tudo me leva a ti, determinada​ música, objecto ou local. Fazes-me uma falta imensa... Recordo-me do abraço forte que me deste, quando chorei agarrada a ti, somos a âncora um do outro.. é o que sinto quando desabo e tu me confortas. Quando estás triste e eu te tento animar.. com beijos, com carinhos, com ternura.. Com a ternura de quem se ama imenso, com a ternura de quem cuida um do outro e deste amor, tão forte, tão intenso e que nos traz paz e tranquilidade; quando por vezes a nossa vida é uma tempestade...

O tempo passa e os nossos corações se inquietam. Não quero pedaços de vida a dois, quero o teu abraço sempre que o meu coração sentir a falta do teu. Quero-te ao meu lado, quero olhar para ti, enquanto dormes, quero muito o sentir que estás aqui, ouvir-te respirar baixinho, dar-te festas no cabelo e se te acordar, como já aconteceu, que me puxes para ti, que me aninhes em ti, quero ouvir o que me dizes baixinho, quase num sussurro... que me amas e eu esqueço tudo, nada mais me importa e refugio-me em ti.

Não sabemos o que será o amanhã, não sabemos quanto tempo mais vamos estar separados. A vida altera-nos os planos, os doces .. a dois; vivermos no nosso país, na nossa casa, termos os nossos filhos cá, termos o coração cheio de paz e de serenidade, uma paz que a estabilidade e as rotinas preciosas nos trazem. Onde não existe uma contagem ansiosa dos dias, de quando estás a chegar, nem a amarga e cruel de quantos dias mais tenho-te nos meus abraços até voltares a partir... Já passou um ano, aliás já passou mais de um ano, em que tu vives aí nesse país frio e eu aqui neste cantinho soalheiro que é o meu, o teu país... Não sabemos quando vou ter contigo, quando vai existir essa possibilidade, mas preferia o inverso, que voltasses para casa... Independentemente do que acontecer, acredito que este nosso amor vai-nos levar sempre a bom porto, que nos irá direccionar no caminho certo e esse caminho quer percorrê-lo ao teu lado.

Estou na varanda a escrever, a mesma varanda onde há dias, num Outono que quis ser Verão, bebíamos café numa noite quente, ouvíamos músicas, riamos e conversávamos, conversas tolas, sobre tudo, sobre nada... mas estávamos felizes. Estávamos juntos. Quero que voltes depressa amor, quero os teus beijos, a tua força e apoio que me ajudam a levantar, quando por vezes, a força me falta e a vida me derruba... Terás-me sempre à tua espera, ansiosa, desejosa de te voltar a abraçar, tens-me... temo-nos um ao outro e isso basta-nos. Basta-nos este amor, que é tão bom... tão nosso 

'' Home is where the heart is. '' - Frase de autor desconhecido. 
Esta música linda - Ed Sheeran - Thinking Out Loud

* Mais sobre este amor, aqui.

Memórias de um amor..

Saudade..

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