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7 de outubro de 2016

Dias que passam... e um azul que fica...

O Outono já chegou. Devagar, as árvores e as suas folhas vão mudando de cor. Os tons laranjas e castanhos vão invadindo a paisagem. Os dias vão ficando mais curtos, o frio vai chegando de mansinho, e encontramos conforto nas coisas mais simples... Uma caneca quente de chá, uma fatia de bolo acabado de fazer, uma mantinha quente, a nossa série preferida ou um bom filme... e somos felizes... é sempre no mais simples que encontramos felicidade.

Apesar deste post, ser ainda, um post azul, ou seja, de dias de muito sol e de sal no corpo. Quis deixar este registo de um pequeno paraíso muito nosso e muito belo. Esta praia selvagem, é dos lugares mais bonitos onde estive. De difícil acesso, mas que compensa e muito, devido à sua beleza de tirar o fôlego. E o que eu adorava visitar esta praia agora, no Outono... ou até mesmo no Inverno, para admirar toda a sua beleza no seu estado mais puro, deserta. É linda. Se tiverem a oportunidade, não deixem de conhecer e de se encantarem. Existem também barcos que nos levam até este paraíso, para os que não se queiram aventurar pelo trilho de terra. Mas é este mesmo trilho que nos proporciona uma vista deslumbrante e ao mesmo tempo, uma pequena aventura.

Por cá, pela Suíça, os dias vão passando devagar (é assim que os tenho sentido), faço contas aos dias até um Janeiro, que me parece tão longínquo. Têm sido dias de muito estudo, de muito alemão, de muitos verbos, uns regulares e outros cheios de irregularidades. Mas devagar, a língua difícil e estranha vai-se começando a entranhar. Tenho andado mais ausente deste meu canto, sem inspiração... sem saber muito bem, o que vos dizer... mas a verdade, é que este meu cantinho e vocês fazem-me bem e é sempre um prazer voltar aqui. É carinho que chega, em forma de partilha, em palavras doces e cheias de significado para mim. E agradeço-vos por isso. Muito. Voltarei em breve, talvez com um post mais Outonal, mas por agora... o azul, desta ribeira.












Sesimbra, Praia Ribeira do Cavalo, Agosto de 2016

Há por aí alguma foto favorita ? Já conhecem esta praia ?  Comenta ;)

* Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

15 de setembro de 2016

O que contemos em nós..

De volta à Suíça, de volta a este meu lugar… mas trago tanto em mim…

Foram dias azuis, dias de muito mar. Dias de sol e sal na pele. Recordo os mergulhos no oceano. Que me refrescaram o corpo e alma. Recordo os momentos em que era só eu e o mar… em que deixava o meu corpo flutuar (e a mente levitar) e era levada pela corrente. Os ouvidos submersos, os sons difusos, o corpo ao cimo das águas e o sol a tocar-me a pele. De olhos fechados, ou por vezes a olhar o azul do céu ou uma gaivota que passava… e eu ali ficava… serena, leve… com uma leveza que só o mar nos traz.

Guardo em mim, tanto… o amor está em todo o lugar, a beleza está em o conseguirmos ver. Sorri com os risos das crianças, com as suas brincadeiras, na água e na areia. Sorri com a família que ri e que dá um dos primeiros banhos de mar, ao seu bebé. Sorri com o rapaz que nada e que brinca com o seu cão. Sorri com o casal apaixonado que contempla o pôr do sol. Sorri imenso... Feliz, com os meus sobrinhos, com as suas traquinices. Com os seus abraços apertados. Sorri… e chorei, quando os tive que deixar.

Deixei o lugar a que chamo casa, cheio de sol e fui recebida na Suíça, por chuva. Custa tanto deixar o que nos faz felizes… entretanto o sol já voltou aos Alpes. E devagar a paisagem está a mudar, já reconheço as cores de Outono a querem surgir. E eu só queria que o Verão ficasse… mas ele está em mim, no dourado que trago na pele, mas acima de tudo, no que vivi e que guardo no meu coração.

Estas fotos que hoje vos deixo, são imagens destes dias bonitos e azuis. Numa Comporta maravilhosa, cheia de sol, cheia de um mar de mil tons. Comporta, com um significado, do que contém em si. E a comporta contém em si, muito… contém uma beleza infinita.










Lugares maravilhosos - Praia da Comporta - Agosto de 2016

Houve alguma fotografia que te encantou ? Comenta

   * Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

30 de julho de 2016

Serra, mar. E os lugares a que chamamos casa.

Acredito que nos podemos sentir em casa em qualquer parte do mundo. Sempre acreditei. Apesar de amar Portugal, o meu país, de coração e alma e de para mim, ser a minha casa. Sei também e acredito, que nos sentirmos em casa, é algo complexo.

Acredito que é possível, nascer e crescer num país, sem nunca o sentimos como tal, como a nossa casa. Acredito que é possível viajar, estar no outro lado do mundo e sentirmos que chegámos a casa. Termos esta sensação, este conforto no coração, na minha opinião, tem a ver com identificação. Identificarmo-nos com a cultura, com as gentes, com o lugar... é amor. E o amor é tão difícil de explicar... Sente-se aquele quentinho no coração, aquele conforto. Sente-se que se pertence ali. E essa sensação de pertença, é do melhor que se pode sentir... quer seja de pertença a um lugar, quer seja, quando o nosso coração pertence a alguém. Quando sentes que aquele lugar é a tua casa. Quando sentes que aquele alguém, aquele abraço, é também a tua casa.

Quando somos emigrantes, damos por nós, a pensar em todas estas coisas...
Muitas vezes é-se criticado, quando encontramos este lugar especial, fora do nosso país natal e por vezes, há quem já não queira voltar. Não para viver definitivamente, voltam apenas de férias. Aqui, a critica, é quase, como se fossem ingratos, como se tivessem abandonado o seu pais. Numa situação inversa, há também quem pense, que ao ser emigrante, ao estar noutro país, não se ambienta, não encontra a sua casa, quem não quer... como se fosse possível mandarmos no nosso coração... não podemos mudar os lugares, as gentes, as culturas, nem mesmo a frieza em alguns corações... não podemos... no meu caso, é isto que acontece. Podes estar num lugar belíssimo, mas se a tua alma é feita de sol e de horizontes e as montanhas encobrem, sentes-te preso. Podes estar num país rico, mas se as pessoas têm atitudes, de uma pobreza de sentimentos imensa e são tão diferentes de ti, de nós, da nossa forma de viver, cria-se um distanciamento muito grande, uma falta de identificação muito difícil de ultrapassar.

Pode existir uma razão apenas, ou muitas, para se gostar ou não de um lugar. No caso da Suíça, falo, por exemplo, de uma falta de cuidado e de acompanhamento das suas crianças, que vão desde os três, quatro anos, sozinhas, sem os pais para a escola ou creche... e se lhes acontece algo, se são atropeladas, a responsabilidade nunca é dos pais. Percorrem grandes distâncias a pé, por vezes sós, outras, com colegas da mesma idade ou pouco mais velhos, mesmo que esteja a chover ou a nevar intensamente. Já vimos várias situações de perigo, de crianças muito pequeninas quase a serem atropeladas, porque vão a brincar no meio da estrada. E para eles, os pais e as mães portuguesas, são os piores. Chegando a proibir de levar e de ir buscar, as crianças à escola... Porque não os deixamos ser independentes, porque não os deixamos ser responsáveis. Acredito que proteger demais não é bom, mas esta forma de viver e de pensar, sobretudo, de tratar os seus (e os nossos) filhos, causa-me muita confusão. E sinceramente, não me imagino a ter filhos num país assim. Claro que há pessoas boas e conscientes em todo o lado. Mas quando esta forma de viver, de ser, faz parte da cultura de um país, torna-se complicado.

Poderia vos falar de outras coisas, com as quais não me identifico e que me fazem sentir que esta não é a minha casa. Ou posso apenas dizer, que é um amor imenso, que me faz querer voltar e ficar. Mas seja como for, casa, é onde nos sentimos bem e felizes. E isso pode acontecer em qualquer lugar. Podemos partir e nunca mais voltar, encontrando o nosso porto de abrigo onde nunca pensámos que fosse possível. Podemos deixar a nossa casa e regressar, regressar ao lugar onde fomos e somos felizes. Ou podemos até, nunca partir. Ter sempre vivido no nosso país e sentirmos que aquele é o nosso lar. Seja qual for a situação, seja qual for o local, só cada um de nós o sabe. Sem julgamentos, porque o amor não se julga. Sente-se. Só cada um de nós sente, aonde, a que lugar, pertence.

Eu pertenço aqui, a este verde, a este mar - a este amor. ❥





 Tanto verde... tanto mar...

15 de junho de 2016

O meu pequeno paraíso..

Chove. O céu está cinzento e carregado de nuvens. Lá bem alto, no topo da montanha; a neblina adensa-se... Parece mais um dia de Inverno, mas não. O Inverno já vai longe, a Primavera está no seu fim e o Verão aproxima-se. Mas não aqui... Aqui, é apenas mais um dia de chuva. E o que eu preciso de sol, de luz... Chegam-me notícias de casa, está sol e calor em Portugal... nesta altura a saudade já me aperta o peito... sinto saudades da nossa luz, do nosso sol maravilhoso. Sinto saudades da família, dos abraços, das conversas com as pessoas, ali, bem perto de mim... Sinto saudades dos serões serenos, quentes e de céu estrelado na varanda; sinto saudades até das mais pequenas coisas... Há quem diga, que só se dá valor, quando se perde, ou se está longe. No meu caso, não é verdade, eu sempre amei Portugal. De coração. De alma. Sempre achei o nosso canto à beira mar, um pequeno paraíso. O meu paraíso. Mesmo com todas as suas dificuldades e problemas, sempre foi neste canto que eu quis viver. Gosto de viajar, conhecer. Mas viver... para viver, este é o meu país. Poderia até correr mundo, mas voltar sempre, para a minha casa. Não é uma questão de patriotismo. É identidade. As minhas raízes, as minhas gentes, a minha cultura, tudo o que me torna eu, está comigo, é certo, mas está sobretudo ali. Mas falava eu, do valor que se dá às coisas. O valor sempre dei. É um país que me encanta, cada vez que conheço mais um bocadinho seu. A única diferença talvez, em estar longe, é que damos por nós, a sentir falta de coisas, que nunca pensámos até ali... que era natural estarem ali ou serem assim. Falo de entrar numa pastelaria e ver os nossos bolos, as nossas comidas, falo de andar pelas ruas e ouvir falar na nossa língua, uma língua que não estranhamos... e de ouvir risos, conversas animadas, numa rua, numa esplanada... Os Suíços são um povo mais contido, as ruas são muito mais sossegadas e calmas, mesmo que estejam cheias de gente. Falo até, de toldos, é verdade... parece disparate, mas quando chego a Portugal, e olho para as ruas e lojas e percebo tudo o que está escrito e vejo as nossas marcas, os nossos produtos, tudo o que me é familiar... estou em casa. Quando chego ao aeroporto de Lisboa, isto acontece-me sempre. Aqui, podemos morar mais de um ano em determinada rua, passar quase todos os dias, por determinada loja, e não perceber nada do que lá está escrito. Claro, que à medida que se vai aprendendo a língua, isto vai-se alterando, mas demora, leva o seu tempo. 
Tempo... O poder que esta palavra tem. Se há coisas que demoram na vida, há outras que passam rápido demais... Vejo a vida a correr, as crianças a crescer, os meus sobrinhos. E tudo isto se perde, não se está lá para acompanhar... Outros sonhos e projectos se adiam e a pergunta surge na nossa cabeça, como se de um alerta se tratasse, ainda irei a tempo ? Ainda terei tempo ? Não sei a resposta a estas perguntas... Penso apenas para mim, no meu íntimo, um, espero ter... espero que sim.
Quanto à saudade, há um mundo dela no meu peito. Haveria muito mais a dizer... mas nesta altura, falta-me os cheiros doces da Primavera. Luz, um sol aberto, bonito. Céu azul, abraços e mar. Muito mar.

Estas fotos de hoje, são imagens de um pequeno paraíso. Um porto sereno e muito bonito. São imagens tiradas num Outono, que quis ser Verão, captadas quase, em Novembro. O nosso país é maravilhoso, não é ? :)











Portinho da Arrábida, 20 de Outubro de 2014


Sorrisos Abraços Beijos Amor  
Manos Bebés Sobrinhos Família  
Sol Mar Gaivotas Cheiro a Maresia Vento no rosto 
Varanda Libelinha no quarto Campo Cheiro a Flores ••• Casa.

* Estas palavras soltas, andam sempre comigo; basta olhar para o visor do meu telemóvel. 
Mas acima de tudo, estão no meu coração.

 * Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

28 de maio de 2016

Campo. Flores. E aquela Paz...

Campo. Flores. Pormenores. Um simples malmequer, flores pequeninas, uma borboleta. Luz que passa por entre as árvores e incide nas folhas... Foi assim que me despedi de Portugal, de casa. Estas fotografias foram tiradas no último dia antes de partir para a Suíça. Pelo campo, por detrás dos prédios, só eu e a natureza. Sentia-me triste, não vos vou mentir. Não são fotografias elaboradas, nem a minha intenção foi que ficassem perfeitas. Queria apenas guardar em mim, os cheiros adocicados da Primavera, acabada de chegar. O vento na face, os sons, dos pássaros, dos insectos. A luz, um sol maravilhoso. As muitas flores, e aquela paz. É isso, queria trazer um pouco daquela paz. Espero que gostem.








Esta luz...

16 de maio de 2016

Aonde pertencemos..

Gosto da cidade. Gosto da agitação, gosto de me perder em ruas e vielas e de me encantar com cada canto... de olhar maravilhada cada fachada antiga, cheia de história, cheia de vida. É isso, a cidade transpira vida. Sou sempre uma turista na cidade. Com a câmara sempre pronta a registar cada momento, com um sorriso no rosto e com uma alegria quase infantil... e saio sempre de lá, de alma cheia. E o que eu gosto de cidades com alma... antigas e históricas, como Lisboa... Adoro as ruas em que o fado soa, fico encantada, de alma leve... e eu, que em miúda, dizia que não gostava de fado... mudamos tanto... e ainda bem... Adoro a movimentação, as ruas e cafés, cheios de gente, o comércio tradicional, as mercearias e cafés centenários, e a calçada tão bonita! Como falar de Lisboa ou de tantas outras cidades portuguesas, sem falar na nossa calçada ? Gosto dos monumentos antigos e estátuas, e também das estátuas vivas, de quem anima as nossas cidades, seja em homens (e mulheres) estátuas, seja com tantos outros talentos e façanhas, que nos fazem olhar, por vezes parar e muitas vezes, ficar a contemplar e a sorrir... uma pessoa e depois outra e mais outra, e quando damos por isso, um mar de gente, se juntou ali, e por momentos, esquecem o mundo, vivem aquele instante. Sim, eu gosto da cidade. Gosto que o meu olhar se perca no rio, no cais das colunas... Gosto da cidade menina. E também eu, sou menina... da cidade.

Cais das colunas (Terreiro do Paço), Lisboa, Abril de 2012

Gosto do mar. Como é possível não gostar ? Aliás, causa-me estranheza, viver agora, num país que não tem mar... logo eu, que gosto tanto de o ter ali, bem por perto, à distância de uma curta viagem... No mar encontro a minha paz... Talvez essa paz, esteja nas águas que brilham sob a luz do sol, talvez esteja nos grãos de areia que agarro num punhado e que escorrem rapidamente das minhas mãos, numa metáfora perfeita, de como o tempo nos foge por entre os dedos... Talvez esteja no som do bater das ondas ou nas gaivotas que tornam o mar, ainda mais encantador. Ou será o cheiro a maresia ? São todos estes pequenos detalhes que o tornam tão grandioso, e se é grandioso, imenso, o oceano... Poucas coisas nesta vida, me sabem tão bem, como um mergulho no mar, aquele instante, aquele momento de embate, em que o nosso corpo bate nas águas e sentimos aquela frescura que nos faz sentir vivos, só nós e o oceano, quase, como se entrássemos noutro mundo... E se sou feliz neste mundo... com sal na pele, com o corpo aquecido pelo sol e com uma leveza que só as coisas muito boas, nos trazem. Mas o oceano, não encanta apenas no Verão. No Inverno deslumbra-me... imponente, é dele próprio, das gaivotas e dos pescadores, dos homens que são do mar. Gosto de os observar, nos seus barcos ou com as suas canas de pesca, ali, só eles, e o oceano... e se são lindas as vilas piscatórias... Sim, sou do mar. O meu olhar perde-se no oceano, e ali, fecho os olhos, e fico quieta, a ouvir, a sentir toda aquela imensidão... e sinto-me pequena, menina... do mar.










Maravilhoso... Cabo da Roca (Colares), Sintra, Agosto de 2015

Gosto do campo. O campo, faz parte de quem eu sou, das minhas raízes, da minha infância, foi no campo que eu cresci... A minha casa era sombreada por um pinheiro e rodeada de muito terreno à volta, e fui tão feliz ali... No baloiço do pinheiro, fechava os olhos, sentia o cheiro a resina e baloiçava, voava por instantes... sentia uma liberdade... inigualável... Tomava banho no tanque de rega com os meus irmãos, apanhávamos fruta e comíamos directamente da árvore... deveria ser lavada, claro, mas para nós, era assim que nos sabia bem, era assim que éramos felizes... numa época em que se fala tanto em biológico, ali era tudo assim, tudo natural. Deitava-me no meio das flores e ali ficava, a sentir os cheiros adocicados, a brincar com joaninhas, a mordiscar azedas (umas pequenas flores amarelinhas), a ouvir os grilos ao final da tarde. Perseguia borboletas e sonhava, sonhava.. de pés bem assentes na terra, e com a mente e o coração, bem lá no alto, nas nuvens... numa antítese da vida, que eu na altura, era muito pequena para compreender. Era no campo, debaixo do pinheiro, que o meu pai nos fazia, um torricado maravilhoso... fatias de pão caseiro, douradas numa fogueira e barradas, ou pinceladas (aqui a memória foge-me e não me consigo recordar com exactidão, como fazia), com azeite e alho... Tão bom! Assim como os seus grelhados, o peixe e as saladas com pimento assado... Um pouco mais acima de onde morava, ficavam os eucaliptos... Ali, naquele terreno, existiam cogumelos, e mais uma vez, eu gostava de me deitar ali, de olhar para cima, para o topo daqueles gigantes, e de olhar a luz do sol, filtrada pelas folhas... Coisas tão simples e tão boas... Quando é que perdemos a capacidade, de nos sentirmos felizes, com as pequenas coisas ?... Fui a menina, que se sentava nos degraus da casa, com um caderninho, e a olhar o Mouchão de Alhandra, o rio ao fundo, escrevia versos... apaixonada. pela natureza... pelo cheiro da terra, quer fosse, depois de uma chuvada, ou no pico do Verão, pelo meu cão que abraçava, por pequenos nadas, que eram tanto... pela vida... Apaixonada, pela vida.

Sim, sou menina, da cidade, do mar, mas sou acima de tudo, do campo. É no campo, que eu volto a ser, a menina, que um dia fui.

Lezíria Ribatejana, Junho de 2013 

* O texto, sobre onde cresci, está totalmente no passado, porque aquele lugar, já não existe mais, não daquela forma... talvez um dia, fale sobre isso. Mas no meu coração e até mesmo no meio dos campos, consigo voltar, em parte, àquele lugar.

E tu, que me lês ;)  A que lugar pertences ?

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*Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

2 de maio de 2016

Embarcar num golpe de asa..

Quero ir para casa... Embarcar num golpe de asa... Assim canta Pedro Abrunhosa e Camané. E o que eu queria voltar a embarcar... Mas, deixando um pouco de lado, a melancolia e a saudade tamanha, hoje trago-vos fotografias da última vez que fui a Portugal, da última vez que embarquei e num golpe de asa, abracei quem mais amo. Esta foi uma viagem rápida, de poucos dias, em que devido a uma consulta (ainda sou seguida em Portugal, devido ainda não ter trabalho e seguro de saúde aqui...) tive que voltar a casa. Foi uma viagem sozinha, em que tive receio de não chegar a tempo ao aeroporto, foi a primeira vez, que saí de Glarus, apanhei o comboio até Zurique (cerca de duas horas de caminho) e depois o avião. Já tinha feito este percurso com o meu marido, apesar de poucas vezes, mas sozinha foi a primeira vez e foi uma aventura, mas apesar de tudo, cheguei sã e salva a Lisboa. 

Nestes dias, para além da consulta, aproveitei para estar com a família, conheci o meu sobrinho bebé com um mês... Um amor... Ainda não encontrei melhor na vida, que as crianças, os bebés e os animais... Um bebé lindo, em que para além de tia babada, tornou-se recentemente, após um convite, também o meu afilhado e eu não poderia ter ficado mais feliz. Aproveitei também para estar com os meus sobrinhos já maiorzinhos. Mais amores da tia. E foi tão bom vê-los sorrir e abraçá-los...

As fotos de hoje, são da viagem e de um passeio à beira Tejo, com os meus sobrinhos, com o rio que emoldurou a paisagem, com os pombos e com as flores de uma Primavera, que tinha acabado de chegar. Espero que gostem e que viajem também, um pouquinho comigo.

Foi a primeira vez que viajei à janela... Céu azul ao deixar Lisboa... Fotos tiradas no regresso à Suíça.


Por entre as nuvens... e a terra a parecer uma manta de retalhos.


Trouxe um pouco de terra ... Cheira a pinheiro e a serra ... Voam pombas ... No beiral ...

Costumam ser gaivotas a sobrevoar o rio, desta vez foram os pombos... Jardim de Vila Franca de Xira


'' Voar sempre, cansa - por isso ela corre em passo de dança.'' - Eugénia Tabosa

Vista sobre a ponte de Vila Franca de Xira (Ponte Marechal Carmona)


 '' Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu.'' 
- Friedrich Nietzsche

Memórias de um amor..

Saudade..

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