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15 de janeiro de 2016

As pessoas. as que nos tocam...

Enquanto me aninho no sofá, ao final do dia, olho para a rua. Finalmente, a neve está de volta... Desde Novembro que não nevava por aqui. O meu olhar prende-se nos flocos que caem, quase como um fogo de artifício da natureza, tão branco, tão belo! Oiço a rádio ao fundo, e pelo telemóvel, visito lugares bonitos… os blogues que me estão no coração. Penso nas pessoas. Nas suas histórias e na forma que nos tocam. E é de pessoas que me tocaram de alguma forma, que hoje vos vou falar.

Ao chegar à Suíça, ao vir ter com o meu marido. Vim de Portugal, numa situação que nunca tinha estado anteriormente, desempregada e a receber o subsídio de desemprego. E nesta condição, existe a possibilidade de durante seis meses, procurar trabalho num país europeu e continuar a receber o subsídio, desde que se faça prova dessa procura activa de trabalho. Se em Portugal, não é fácil a procura e a solicitação de comprovativos, mesmo a quem não tem um emprego para nos oferecer, fora do país, torna-se ainda mais complicado e difícil. Apesar de neste momento, os seis meses já terem passado e de já não solicitar estes comprovativos. O foco principal é aprender a língua, sem se falar a língua nativa, dificilmente alguém nos empregará. Foi durante esta procura que conheci pessoas muito interessantes e que me tocaram de uma forma muito especial.

Como podem calcular, não foi fácil. Procurar trabalho no que existe aqui, no comércio. Sem falar o alemão, foi uma batalha dura. Encontrei pessoas que me olharam de lado, não vos vou dizer que não. Encontrei pessoas, em que notamos no olhar, nos jeitos, um "lá vêm estes estrangeiros chatear". Mas também encontrei pessoas que me devolveram o sorriso. O sorriso que alguém me tinha tirado. 

Como o senhor da loja de fotografia... Entrei na loja e ouvi ao fundo, um senhor já com alguma idade, a falar em inglês, ao telefone. Pensei que estava com sorte, porque esta minha procura era feita nesta língua. Vem ter comigo, cumprimenta-me em alemão, Gratzie, diz-me ele, retribuo. È um cumprimento informal, quase um Olá. E eu pergunto-lhe em inglês, meio sem jeito, se ele precisa de empregada. Olha-me com os seus olhos de um azul profundo, com o cabelo todo branco, sorri e diz-me que não. Que vai fechar a loja, que se vai reformar. Não há qualquer tristeza nele, pelo contrario, noto-lhe uma vivacidade imensa, muita vontade de viver. Diz-me num inglês perfeito, muito raro por aqui, que já tem a loja há quarenta e cinco anos. Que agora é tempo de se reformar e de viajar. Sorrio para ele e digo-lhe que sou portuguesa e pergunto-lhe se conhece Portugal, se já visitou o nosso país. Diz-me que não, que visitou apenas Espanha. Digo-lhe com alguma timidez, sempre em inglês, que é um país muito bonito, brinco um pouco com ele e digo, Good food, Good wine. E ele sorri. Diz-me que viaja mais para a Ásia, que tem um irmão na Tailândia, e que é um país muito belo. A minha paixão pela fotografia leva-me a perguntar, Muito bonito para fotografar, não ? E ele diz-me que sim, que é maravilhoso. Olho para a loja, vejo várias câmaras digitais, mas muitas analógicas. Canons, Nikons e até Leicas. Sobre esta última, diz que é muito boa e a sorrir, pergunta-me se sabia que as objectivas desta câmara são feitas no Porto, em Portugal. Sorrio para ele, e digo que não, desconhecia totalmente… A conversa flui e a sorrir, voltamos ao motivo porque eu estava ali. E ele diz-me, o que eu já sabia, que é essencial aprender o alemão, para conseguir trabalho aqui. "Ou então (brinca ele comigo), a falar português, só se for para o Brasil", e sorri novamente, eu retribuo o sorriso e digo-lhe que tem razão. Na altura, não me consegui recordar de como se dizia sotaque, em inglês, Accent, e sai-me um, Yes, it's portuguese with a twist, e ele sorri e diz-me que sim. Digo-lhe ainda, que estou a aprender a língua, mas que não é um idioma fácil. Olha-me, não esqueço aquele olhar azul, e diz-me que vou conseguir arranjar trabalho, deseja-me boa sorte. Agradeço e já nem me recordava dos carimbos, dos comprovativos, inicialmente pensei que como iria fechar a loja, que eventualmente, não poderia assinar. Mas ele ao ver a minha capa com a folha do centro de emprego, oferece-se para o fazer. Não esperava o gesto… sorri novamente, agradeci-lhe e saí da loja com um sorriso no rosto e também no coração. 

Recordo-me ainda da senhora do celeiro… Perto, desta nossa casa, existe um edifício grande de madeira. Por fora parece um celeiro, por dentro é uma livraria grande, acolhedora e com um recanto, que é também um café. A dona tem um cabelo de um loiro muito claro e olhos verdes. É bonita, apesar de já não ser muito jovem. É simpática, mas sobretudo, é generosa. Generosa, no trato, na forma como se ofereceu logo para assinar o comprovativo. Generosa, porque me disse em inglês, mesmo com bastantes dificuldades nesta língua, que me ajudaria a praticar o alemão. E cada vez que vou lá, por vezes apenas ver a livraria, outras beber um café. Cumprimenta-me, com um Wie geht's ? (Como está ?). Ajuda-me se pronuncio algo mal e se não entendo, tenta traduzir para inglês, para que eu consiga entender. Foi com ela que aprendi que o bitte, para além de ser, por favor - Einen Kaffee, bitte (um café, por favor) também é usado em alemão, como nós usamos o, de nada, depois de um agradecimento. E recentemente, ao ir à sua loja, disse-me um Olá e um keine Schnee, retribui o Olá, com um Hallo, mas desconhecia o significado de Schnee, e ela a rir diz-me, no snow. Começo a rir também, e repito, keine Schnee, keine Schnee! Não há neve! Não há neve! ...
 Sei que quando lá voltar novamente, espera-me este sorriso franco e genuíno.

Estas são pessoas que não esqueço, que me tocaram de alguma forma, pela sua bondade, pela sua generosidade. Assim como outras, que se cruzaram no meu caminho. São pessoas, que não sendo o meu núcleo, a minha família, ou amigos, tiveram actos que me ficaram no coração, talvez mesmo por isso, por nem sequer me conhecerem. E é como muitos de vocês, que me leem, muitos de vocês e os vossos lugares bonitos estão no meu coração. Pode parecer estranho para muitos, por não conhecer os rostos ou por não conhecer pessoalmente quem está por detrás de um blogue. Mas, sabem quando estão num dia mau e alguém que não conhecem vos faz sorrir, ao vos dar um sorriso ou uma palavra que aqueceu um pouco o vosso dia e o vosso coração ?

É o que acontece aqui. Muitos dos comentários doces que leio, são sorrisos em forma de palavras. São carinho, força, partilha e por vezes até preocupação. Como comentei recentemente com alguém muito especial, o que importa são as pessoas, e são pessoas que estão por detrás de cada blogue que acompanho.

E é assim que as vejo e aos seus lugares bonitos;
A Natália, a mãe e o seu amor pequenino, o seu filho. Que partilha paixões como a escrita e a fotografia, num canto que convida a sonhar. A Mar, que descobri recentemente, tão doce, com um lugar também ele cheio de doçura. Envolvente, cheio de luz. A Daniela, também ela emigrante como eu, e o seu cantinho onde partilha pedaços da sua vida e onde a fotografia também impera. A Ana, com o seu blogue maravilhoso, pelas histórias, pelas imagens. Assim como o canto do José (Mafalda) ou ainda da bonita Mariiana. A Andreia, a primeira menina que comentou o meu blogue, também ela com um cantinho muito bonito, a menina que adora as carrinhas pão de forma e o Alentejo, entre muitas outras paixões. A P', a querida P' (desculpa-me, mas sempre que penso em ti, é ainda com este nome), que adora a Suíça, e cada vez que publico fotos daqui, lembro-me dela e do seu cantinho tão especial. E ainda a Ísis, tão doce e com uma escrita tão bonita que podem acompanhar no seu blogue. Assim também como a Cláudia.

E como muitos outros que visitam este espaço e que têm um lugar no meu coração. Este post é também para vocês. Porque são as pessoas que interessam. E é assim que eu vos vejo. É assim que me tocam. Cada um à sua maneira. Todos, especiais.

'' Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.'' 
Antoine de Saint-Exupéry.

P.S. E este sábado regresso ao lugar que chamo Casa, a Portugal. Será pouco o tempo, mas será aproveitado, em conversas, beijos e abraços. São tantas as saudades da família... Até breve, meus amores.

  Da minha janela, Glarus, Suíça - Autoria da foto - Life, Love and Photograph

13 de dezembro de 2015

Nas margens do rio, o Outono...

Parou de nevar por aqui. Devagar, o tapete branco foi derretendo e as cores do Outono voltaram a surgir... os tons de castanho, amarelo e laranja, adornam novamente a paisagem e deixam-na tão bonita!

Estas fotografias que hoje vos trago, são de um passeio à beira-rio. O rio que atravessa a vila. São imagens captadas na margem, em que a vegetação, acabou por emoldurar muitas delas. Neste momento, as árvores já estão mais despidas, mas os tons, estes tons tão bonitos, esses são os mesmos.

Num próximo post, o passeio continua, seguindo o rio. Falta ainda, mostrar-vos o lado mais citadino de Glarus, que pouco tenho fotografado. É sempre a natureza que acaba por me deslumbrar e roubar a atenção. E ainda a neve, que por agora deu tréguas, mas que irá voltar e fazer-me apaixonar pelos seus cenários maravilhosos de Inverno.

Mas por agora, o Outono... a estação da alma, como escreveu Friedrich Nietzsche.

'' Sei como voltar: as cores do meu Outono desenham caminhos. ''
Yberê Líbera

E este é o caminho que vamos seguir neste passeio.


Estes mil tons de Outono, que me apaixonam...

'' Eu acabara de aprender que a vida tem de ser mais à deriva, mais ao acaso, porque quem se guarda de tudo, foge de tudo.'' Valter Hugo Mãe

'' Outono é outra Primavera, cada folha uma flor. ''
Albert Camus

30 de setembro de 2015

Dança comigo, em silêncio, a música que toca dentro de nós..

Praia de Melides em contraluz, Agosto de 2015


 * Título do Post - Frase de  Raul Minh'alma.

* Autoria da foto - Life, Love and Photograph

21 de setembro de 2015

Com o tempo e com os reencontros, vou preenchendo o álbum da minha vida..

Nas últimas férias de Agosto, regressei a um lugar muito especial da minha infância. Voltei à costa vicentina, à terra dos meus avós, a Melides no concelho de Grândola.

Muitos dos meus Verões foram passados nesta terra, na pequena aldeia, onde o tempo parece abrandar.
Perto da lagoa de Melides e próxima de um mar revolto, mas de uma beleza quase selvagem, fica esta aldeia. Com as suas casas brancas e azuis e com os seus habitantes simpáticos, sempre prontos a ajudar e de uma enorme simplicidade na forma de ser e viver. Assim é Melides.

Os meus avós (maternos) apesar de terem casa em Melides, há sete anos que não vivem lá. O meu avô devido à doença de Alzheimer (doença maldita esta, que nos rouba o que somos, quem somos...) teve de ir para um lar (longe de casa, mas onde pôde ser acompanhado constantemente) e a minha avó, que à data, ainda se encontrava bem, acabou por o acompanhar... Durante estes anos, apenas voltaram à sua casa, alguns dias e fins de semana. Este ano com o apoio da minha mãe e da minha tia, regressaram à sua casa, durante uma semana, no mês de Agosto.  E eu ao saber disto e ao estar em Portugal, não quis perder a oportunidade de os ver na sua casa. Na casa, onde eu também cresci.

Encontrei-os sorridentes, bem dispostos na sua casinha e fiquei tão feliz de os ver ali. Recordei tantos momentos, tantas memórias... O meu avó (oitenta e seis anos) com a medicação certa, recuperou imenso (oitenta por cento, diz-me ele), achei-o muito bem, a recordar-se de tudo, com uma lucidez que eu não esperava, mas que me deixou de coração cheio. A minha avó (setenta e sete anos) deu-me uma abraço enorme, quando me viu... daqueles abraços... onde cabe o mundo... naquele abraço, recordei as manhãs que passei com ela, na praia de Melides ou em São Torpes... naquele abraço passaram pela minha memória fragmentos, da minha, da nossa vida... No entanto achei a minha avó mais debilitada, mais esquecida, muito mais em baixo que o meu avô, apesar de não lhe ter sido diagnosticada qualquer doença neuro-degenerativa.

Foi um fim de semana doce, onde passeei pela vila, voltei à bonita praia de Melides e à sua lagoa. Ri-me imenso com as anedotas do meu avó, com as suas histórias e lembranças perfeitas, que demonstram o quanto recuperou. E já de partida de novo para o lar, não pude deixar de sentir uma tristeza imensa ao vê-los deixar novamente a sua casa... Encontrei o meu avô sentado no sofá da sala, sereno a ouvir música e notei que estava com arranhões, nos braços, na testa. E a sorrir, disse-lhe que estava cheio de mazelas... e ele a rir diz-me que no lar, iriam achar que veio da guerra, mas que tinha adorado voltar a casa, estar de volta da sua horta e das árvores (onde se arranhou) e que assim ainda ia chegar aos noventa anos... Sorri para ele, disse-lhe, claro que ia, e que os queria ver ali novamente... Ele sorriu... sorrimos os dois...

Fonte dos olhos, Melides. 

5 de julho de 2015

A criança é o amor feito visível..

Hoje, trago-vos algumas fotos do jardim de Glarus. Assim que o tempo fica ameno, é vê-lo a encher-se de crianças que brincam contentes, banhando-se na fonte do jardim. Estas fotos foram tiradas ainda com muito pouco calor, longe das temperaturas que agora se fazem sentir por aqui, que rondam os 30ºC. 

Espero que estas fotos, que acompanho com citações, vos façam sorrir, tanto, como me fizeram a mim. ;)

 Jardim de Glarus, Suíça, Junho de 2015



'' Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança. '' - Frase de Victor Hugo

20 de março de 2015

E porque hoje é dia internacional da Felicidade..



Ainda vou a tempo, de deixar esta imagem, que me fez sorrir.
A felicidade, está nas coisas simples, que nos fazem sorrir e naqueles momentos preciosos,
que queremos guardar em nós para sempre.

'' A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido. '' - Frase de Marxwell Maltz

Deixo ainda esta música - OneRepublic - Good Life

18 de março de 2015

Aos que se esquecem do Amor..

'' Há alturas em que não me sinto deste tempo. Onde tudo é descartável e fácil. Onde se coloca no lixo aquilo com o qual não nos apetece lidar. Onde não é necessário empenharmo-nos no que dá trabalho, pois do outro lado da rua se encontra com facilidade uma outra opção disponível e menos trabalhosa. Que até sorri e é leve e fácil. Não sou deste tempo onde se acha que se ama, mas assim que algo treme, se dá um passo atrás e se decide ir em busca de algo que não nos desnorteie as ideias. Em sucessão. Buscando, em vão, uma relação perfeita. Ou que, por e simplesmente, não nos mace e dê dores de cabeça. Não dando tempo, sequer, para perceber o que poderia - ou não - resultar. Onde é mais fácil desistir do que persistir. 

 Decididamente, não sou deste tempo fácil e de descarte automático. Onde se sente pouco e em doses controladas. Não sei entrar pela metade de mim, resguardando o resto para, no caso de correr mal, os estilhaços não serem por inteiro. Dou-me sem nunca aprender e não fazendo pagar a quem chega as atitudes de quem se ausentou. Não sei mostrar apenas a superfície de mim. Não sei ser ao de leve. Não sei ser só um bocadinho. Não amo com facilidade mas, quando amo, amo com tudo de mim. Amo, não sem espernear, tudo do outro. No bom e no mau. No fácil e no difícil. 

 Não sou deste tempo.
 E não quero aprender a ser. ''        ( texto da autora Rita Leston )

Concordo tanto com estas palavras... Acredito que, para uma relação durar, tem que se lutar por ela, dar tudo de nós e não desistir à mínima dificuldade. Também eu, só sei amar, dando tudo de mim, mesmo sabendo os riscos, de me partir, de sofrer... Mas não consigo ser (nem poderia ser) diferente, dessa forma, não estaria a amar incondicionalmente e para mim, esta é a única forma de amor que faz sentido... Este amor que te tenho, este amor, que com todas as dificuldades de uma vida, com todas as lutas, resistimos e caminhamos lado a lado. A minha mão na tua, a minha cabeça no teu peito, os nossos abraços apertados e assim vamos seguindo por esta estrada, pode não ser fácil, mas vale a pena. E muito.  

Deixo ainda, estas simples frases, mas tão certeiras, ouvidas numa destas noites :
'' O amor morre quando as pessoas não o estimam, não o mimam, não cuidam... não se dedicam... dão as coisas como adquiridas...
O amor é como uma guerra, no bom sentido; a gente tem que combater por ele todos os dias.
As pessoas muitas vezes, esquecem-se do amor... ''  ( novela Jardins Proibidos )

24 de fevereiro de 2015

Porque a vida também precisa de doçura..

 Fiquei apaixonada por estes olhinhos grandes e tão doces. - Foto de Ana Caroline de Lima
Hoje neste Post, trago-vos um pouco de doçura. Porque a vida também precisa de ser doce. Esta doçura pode ser um olhar doce e curioso de uma criança, um mimo de quem te ama, uma música que gostes muito e que ouves sem parar ou até um bolinho acabado de sair do forno. Pode ser o bolo que a tua mãe te fazia com carinho e que até hoje, não esqueces o seu aroma ou simplesmente um bolo que fazes com amor para quem amas, ou para ti, quando te apetece algo doce e acompanhas com um chá, enquanto o frio e a chuva ficam do outro lado da janela... 

E falando de doçura e de bolinhos, assim dou inicio a uma nova rubrica no blogue, a rubrica : Um Pouco de Doçura, nesta rubrica vou partilhar convosco receitas que descubro, outras que invento de coisas doces e gulosas, desde bolos a bolachinhas ou até iogurtes caseiros ( é verdade, eu faço iogurtes caseiros e adoro ).

Adoro ir para a cozinha e inventar receitas ou adaptar outras, tendo em conta o que tenho em casa no momento e o que me apetece também. Já tinha visto algumas receitas de bolos e bolachinhas com Nutella, mas ainda não tinha experimentado fazer bolos com este creme tão guloso e que adoro. Mas desta vez, experimentei, aliás reinventei. Através de uma receita de um bolo de pêra e canela ( que é também delicioso* ), fazendo algumas alterações, saiu um bolinho de Nutella com pepitas de chocolate delicioso. Vamos à receita ?
Clica para aumentar a imagem

Bolo Nutella com Pepitas de Chocolate

Ingredientes:
200 g de açúcar
4 ovos ( usei tamanho L )                    Tempo - 25 a 30 minutos
140 g de Vaqueiro Líquida                   Temperatura 180º C
200 g de farinha com fermento
30 g de Maizena
3 colheres de sopa (bem cheias) de Nutella
Pepitas de chocolate ( a gosto )

Preparação : Bater os ovos com o açúcar até ficar em creme. 
Em velocidade baixa na batedeira ir adicionando à mistura, a farinha, a maizena, a vaqueiro e por fim a nutella. Bater até a massa começar a fazer pequenas bolhas de ar ( até todos os ingredientes estarem incorporados ), envolver as pepitas e levar ao forno pré-aquecido a 180º C. Demora cerca de 25 minutos em forno ventilado, mas façam o teste do palito que não falha ;) Usei uma forma forrada com papel vegetal, como está na imagem. Não é necessário untar. 

* Nota : Com os ingredientes indicados, fica exactamente como a foto acima, ou seja resulta num bolo fofo ligeiramente húmido, cor de avelã e com o sabor inconfudível da Nutella. No entanto, se não tiverem exactamente os mesmos ingredientes podem adaptar, por exemplo : em vez da vaqueiro liquida, usar manteiga ou vaqueiro amolecida ( não quente ), a maizena se não tiverem em casa, façam apenas com a farinha, no entanto a maizena ajuda a ficar mais fofinho e por último, desta vez, usei mesmo pepitas de chocolate de leite milka, próprias para bolos, mas se não tiverem ou se não quiserem comprar, este bolo fica igualmente delicioso com pedacinhos de chocolate de leite ( qualquer chocolate que tenham em casa ) partido aos bocadinhos envolto na  massa e por cima da mesma.

Se experimentarem este bolinho depois digam-me se gostaram. :)

E para acabar este Post sobre doçura, deixo-vos esta música que adoro, este dueto tão bonito - The Last Time.

E esta frase : '' Quero a mais perfeita doçura de todos os sons e sabores da vida. '' - Frase de Newton Jayme

* Querem também a receita do bolo de pêra e canela ?  ;)

14 de fevereiro de 2015

A Felicidade vibra na frequência das coisas mais Simples..

Foto de Flick Vlooi


''  Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, para a vida não desconfiar que estamos em casa. O problema é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade da alegria.
É impossível saber o que a vida nos pode trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos dela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se por um lado é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos dá esperança.  ''

Sábias palavras estas... título e texto de Ana Jácomo.
E esta música tão bonita - Mr. Probz - Nothing Really Matters

11 de janeiro de 2015

Somos da mesma matéria de que são feitos os Sonhos...

Já tinha saudades de voltar a este canto tão meu... 

Estas semanas foram boas, cheias de doçura, de ternura, de reencontros e de paz. Cheias daquele abraço que nos enche a alma, que nos conforta e apazigua. Foi um Natal em família, no conforto da nossa casa e aninhada nos braços do meu amor. Nesta época cheia de luz, abracei os meus sobrinhos, ri-me com eles, estive com quem mais amo e que é importante na minha vida. Neste momento em que voltei a estar sozinha, retenho na memória as tardes que passámos juntos, no quentinho do sofá, acompanhados por um chá quente ou por um cappuccino. Tardes, manhãs e dias de mimo, de carinho, de cafunés, dias bonitos cheios de ti... dias cheios de amor.  

E assim começou um novo ano e na incerteza de que não sabemos o futuro, ninguém o sabe, mas sabemos que não podemos deixar de sonhar, já dizia Shakespeare que somos feitos da mesma matéria de que são feitos os Sonhos... 
e o sonho comanda a vida... portanto... 

Um Beijinho muito grande para quem acompanha o blogue e um muito obrigada pelo vosso carinho e pelos comentários doces que aqui deixaram. Um excelente ano para todos. :)

Adoro esta música e vídeo - John Legend - You & I ( Nobody In The World )

* Frase do titulo do Post, de William Shakespeare.

26 de novembro de 2014

Austrália, Terra de Contrastes..


Hoje início uma nova rubrica no blogue. A rubrica : De Balão pelo Mundo. Nesta rubrica vou falar de locais que adorava conhecer. Locais, países, que estão na minha lista de viagens e outros que entretanto vou descobrindo. O balão colorido de ar quente será o transporte. O destino ? Imensos por este mundo belíssimo. Vamos viajar ? ;)

⦁ Hoje o balão leva-nos até à Austrália, uma terra de contrastes e de beleza selvagem.

A Austrália, sexto maior país do Mundo, encontra-se rodeada pelo oceano Pacífico e pelo Índico. É conhecida pelo clima tropical, pelas praias belíssimas e por ter uma das mais diversificadas faunas terrestres e marinhas. Oferece muitos atractivos culturais e geográficos a quem a visita.

É um país com uma beleza selvagem, que cresceu pela mão dos antepassados aborígenes, tornando-se numa terra de contrastes. Desde cidades modernas e cosmopolitas, praias de areia branca, a impressionantes paisagens do interior ou até a Grande Barreira do Coral, tudo isto faz parte de um país que deslumbra. 

Montanhas Australianas - (Foto de autor desconhecido)






Kangurus num bosque Australiano - (Foto de Adhi Anggadjaja)
O icónico canguru é exclusivo da Austrália. Estima-se que haja quarenta milhões de kangurus no país.














Koala numa floresta oriental da Austrália - (Foto de autor desconhecido)
A Austrália possui mais mamíferos do que qualquer outro lugar da terra e muitos marsupiais. Desde os carnívoros demónios-da-Tasmânia até aos suricatas, kangurus e também os koalas sonolentos e fofos ;)

















Kakadu National Park - (Foto de lost man project)
Kakadu National Park, é um dos parques nacionais onde abunda a vida selvagem da Austrália.






Cascatas, Tasmânia - (Foto de Tailored Tasmânia)
A Tasmânia é considerado um dos lugares mais bonitos da Austrália. Aqui, a natureza é o ponto alto, com praias espetaculares, montanhas e lagoas, que são de uma beleza inigualável.





Karijini National Park - (Foto de Ignacio Palacios)
Vai um mergulho ?  ;)





Suricatas na Austrália - (Foto Bing, Nico Smit/Rex features)
Os suricatas são mamíferos inteligentes e muito protectores da família. São conhecidos também por sentinelas, existindo sempre um no mínimo, com esta função, de forma a proteger todo o grupo. E eu adoro esta foto :p



Sydney - (Foto de autor desconhecido)
Sydney é a capital do estado de Nova Gales do Sul. É a cidade mais populosa de toda a Austrália e Oceania.





Grande Barreira do Coral - Património Mundial da UNESCO
A Grande Barreira de Coral é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, possui cerca de 2.900 quilómetros de comprimento. (Foto Bing). Mais informações aqui.


Casa Barco Matilda, Rio Swan, Perth, Austrália Ocidental - (Foto de Munzer Iwardi)
Não me importava de ter esta casinha.  :)

Praia Australiana - (Foto de autor desconhecido)
Na Austrália, o Verão começa em Dezembro e termina no mês de Março.

Cordilheira Flinders - (Foto de autor desconhecido)
Esta majestosa cordilheira, desgastada pelo tempo, estende-se por três parques nacionais e por mais de 430 km.
E o balão hoje acaba a sua viagem aqui. 


⦁ Deixo ainda este pequeno vídeo sobre a Austrália, que vale a pena ver - Austrália Land Down.
⦁ Mais sobre este país magnifico aqui.

'' Somos todos viajantes de uma jornada cósmica : poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efémeras, momentâneas e transitórias. ''Frase de Deepak Chopra

Gostaram ? Este é um destino que gostariam de conhecer ?  Comentem

17 de novembro de 2014

Passeio a Belém..

Tive a oportunidade de passear em Belém recentemente e adorei. Senti-me como uma turista a explorar e a fotografar esta parte da cidade tão bonita... Foi um passeio a dois, pelo que estas fotos estão carregadas de memórias muito doces, tão doces como o fim deste passeio que terminou na casa dos pastéis de Belém.  ;)

Esta é uma publicação com muitas fotos, ( que gostei muito de fazer :) que aconselho a ler, a ver, as descrições, curiosidades das mesmas, de forma a que possam viajar comigo, é especialmente dedicada a quem gosta de fotografia, de locais históricos e de toda a beleza que o nosso país tem.
Vamos a Belém ? Acompanham-me nesta viagem a uma cidade cada vez mais bonita ?

Belém à Beira do Tejo, Outubro de 2014
'' Sabe os quilómetros que nos separam, as estradas, os rios, os mares, o frio, o calor, as dificuldades, o medo, sabe isso tudo ? Não é nada perto do que o seu sorriso me causará quando nos encontrarmos. '' - Frase de autor desconhecido.



Perspectiva do Monumento aos Descobrimentos sobre o rio.
'' O descobrimento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação. '' - Oscar Wilde

Pormenor do Padrão dos Descobrimentos
O Monumento aos Descobrimentos, também conhecido como Padrão dos Descobrimentos, foi construído em homenagem ao Infante D. Henrique, figura no topo que segura a caravela. Podem conhecer mais detalhes sobre este monumento aqui.

Barco à vela - Esta foto foste tu que tiraste, lembraste amor ? 
E eu que tinha dito para não apanhares o passeio e a estrada, gostei tanto das setinhas no chão ;)
'' ... Ele numa onda ... Atira-lhe um beijo... E assim namoram... Lisboa e o Tejo...'' - Canção de Fontes Rocha


Torre de Belém - Tão bonita esta torre, imponente sobre o Tejo.
Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983, foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal em 2007.

Guarita da Torre sobre o Tejo
Uma guarita é uma pequena torre com frestas ou seteiras, geralmente erguida no ângulo mais saliente de um baluarte de uma fortificação, com a função de protecção das sentinelas. Mais pormenores aqui.

Torre de Belém em contraluz
A torre está localizada na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente estava cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi sendo envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme. Mais informações sobre este monumento aqui.

Panorama do Monumento aos descobrimentos
'' Se a tranquilidade da água permite reflectir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito ? '' - Chuang Tzu

Escultura no Jardim de Belém
Esta escultura representa a figura mítica de dois cavalos com cauda de animais marinhos.

Jardim de Belém
Situado numa das mais nobres zonas da capital e delimitado por monumentos como o CCB e o Mosteiro dos Jerónimos, o Jardim Vasco da Gama, também conhecido por Jardim de Belém é uma extensão de cerca de cinco hectares relvados e rodeados por uma orla de árvores. Situa-se no local onde antes existia a praia de onde saiam as naus na época dos Descobrimentos.

Vista do Jardim sobre o Mosteiro dos Jerónimos
Este jardim é composto por brasões nos canteiros envolventes da fonte luminosa. cujos desenhos de pequenos arbustos e flores representam as antigas Províncias do Império.

O Canteiro da Âncora Gigante
Esta âncora, que resistiu ao tempo, serviu como peça de um relógio de sol, que dava as horas na metrópole e nos territórios ultramarinos. Mais pormenores sobre este jardim belíssimo aqui.

O Brasão e o Mosteiro dos Jerónimos
O Mosteiro dos Jerónimos é um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal. É também considerado património mundial pela UNESCO e uma das sete maravilhas de Portugal. E eu tive pena de não ter visitado o seu interior neste passeio. Podem conhecer mais sobre o Mosteiro aqui.

Canto dos Lusíadas
Canto dos Lusíadas inscrito numa das paredes da Casa dos Pastéis de Belém

Casa dos Pastéis de Belém - O Fabrico
Adorei acabar este passeio na Casa dos Pastéis de Belém, esta casa tem história em cada parede, em cada recanto. Desde 1837 que são aqui fabricados pastéis de nata de receita conventual, que encantam portugueses e estrangeiros que visitam este espaço. Mais sobre esta casa aqui.

São servidos ?  ;)
'' Que continue sendo doce o seu modo de demonstrar afecto , o seu jeito , seus olhares , seus receios . . . Que doce seja uma ausência do nosso medo , o seu abraço e a maneira como segura minha mão . Que seja doce , que sejamos doces... ''  - Caio Fernando Abreu 
Porque a maior doçura da vida é ter-te ao meu lado...

Gostaram ? Qual foi a foto ou curiosidade que gostaram mais ? Comentem 

* Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

Memórias de um amor..

Saudade..

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