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15 de junho de 2016

O meu pequeno paraíso..

Chove. O céu está cinzento e carregado de nuvens. Lá bem alto, no topo da montanha; a neblina adensa-se... Parece mais um dia de Inverno, mas não. O Inverno já vai longe, a Primavera está no seu fim e o Verão aproxima-se. Mas não aqui... Aqui, é apenas mais um dia de chuva. E o que eu preciso de sol, de luz... Chegam-me notícias de casa, está sol e calor em Portugal... nesta altura a saudade já me aperta o peito... sinto saudades da nossa luz, do nosso sol maravilhoso. Sinto saudades da família, dos abraços, das conversas com as pessoas, ali, bem perto de mim... Sinto saudades dos serões serenos, quentes e de céu estrelado na varanda; sinto saudades até das mais pequenas coisas... Há quem diga, que só se dá valor, quando se perde, ou se está longe. No meu caso, não é verdade, eu sempre amei Portugal. De coração. De alma. Sempre achei o nosso canto à beira mar, um pequeno paraíso. O meu paraíso. Mesmo com todas as suas dificuldades e problemas, sempre foi neste canto que eu quis viver. Gosto de viajar, conhecer. Mas viver... para viver, este é o meu país. Poderia até correr mundo, mas voltar sempre, para a minha casa. Não é uma questão de patriotismo. É identidade. As minhas raízes, as minhas gentes, a minha cultura, tudo o que me torna eu, está comigo, é certo, mas está sobretudo ali. Mas falava eu, do valor que se dá às coisas. O valor sempre dei. É um país que me encanta, cada vez que conheço mais um bocadinho seu. A única diferença talvez, em estar longe, é que damos por nós, a sentir falta de coisas, que nunca pensámos até ali... que era natural estarem ali ou serem assim. Falo de entrar numa pastelaria e ver os nossos bolos, as nossas comidas, falo de andar pelas ruas e ouvir falar na nossa língua, uma língua que não estranhamos... e de ouvir risos, conversas animadas, numa rua, numa esplanada... Os Suíços são um povo mais contido, as ruas são muito mais sossegadas e calmas, mesmo que estejam cheias de gente. Falo até, de toldos, é verdade... parece disparate, mas quando chego a Portugal, e olho para as ruas e lojas e percebo tudo o que está escrito e vejo as nossas marcas, os nossos produtos, tudo o que me é familiar... estou em casa. Quando chego ao aeroporto de Lisboa, isto acontece-me sempre. Aqui, podemos morar mais de um ano em determinada rua, passar quase todos os dias, por determinada loja, e não perceber nada do que lá está escrito. Claro, que à medida que se vai aprendendo a língua, isto vai-se alterando, mas demora, leva o seu tempo. 
Tempo... O poder que esta palavra tem. Se há coisas que demoram na vida, há outras que passam rápido demais... Vejo a vida a correr, as crianças a crescer, os meus sobrinhos. E tudo isto se perde, não se está lá para acompanhar... Outros sonhos e projectos se adiam e a pergunta surge na nossa cabeça, como se de um alerta se tratasse, ainda irei a tempo ? Ainda terei tempo ? Não sei a resposta a estas perguntas... Penso apenas para mim, no meu íntimo, um, espero ter... espero que sim.
Quanto à saudade, há um mundo dela no meu peito. Haveria muito mais a dizer... mas nesta altura, falta-me os cheiros doces da Primavera. Luz, um sol aberto, bonito. Céu azul, abraços e mar. Muito mar.

Estas fotos de hoje, são imagens de um pequeno paraíso. Um porto sereno e muito bonito. São imagens tiradas num Outono, que quis ser Verão, captadas quase, em Novembro. O nosso país é maravilhoso, não é ? :)











Portinho da Arrábida, 20 de Outubro de 2014


Sorrisos Abraços Beijos Amor  
Manos Bebés Sobrinhos Família  
Sol Mar Gaivotas Cheiro a Maresia Vento no rosto 
Varanda Libelinha no quarto Campo Cheiro a Flores ••• Casa.

* Estas palavras soltas, andam sempre comigo; basta olhar para o visor do meu telemóvel. 
Mas acima de tudo, estão no meu coração.

 * Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

4 de junho de 2016

Lugares e coisas muito bonitas.

Cabo da Roca, Portugal. Agosto de 2015


Hoje trago-vos coisas bonitas que me inspiraram. Lugares, músicas, filmes e muito mais. Este foi um post que gostei muito de fazer (na verdade gosto de todos). Espero que também gostem e que se inspirem!

  1. Um lugar (maravilhoso) a visitar, o da imagem, Cabo da Roca.
  2. Uma exposição a não perder, até dia 9 de Junho, Steve McCurry. 
  3. Um filme muito bom, uma história de sobrevivência.
  4. Esta música linda e vídeo-clip, banda sonora do filme.
  5. Um artigo fotográfico apaixonante, que me fez sorrir e recordar a minha infância.
  6. Esta letra e música, este cantor, cheio de talento. Aqui fica um excerto da letra, tão bonita.
''If you must leave,
Leave as though fire burns under your feet
If you must speak,
Speak every word as though it were unique
If you must die, sweetheart
Die knowing your life was my life's best part
And if you must die,
Remember your life''


E claro, a autora deste abraço tão ternurento.  
Esta talentosa ilustradora, de quem já tinha falado anteriormente - Lieke van der Vorst.


 E ainda o meu Olá, ao Instagram!



O Instagram, demorou, mas finalmente criei conta nesta rede de imagens! Já era hábito mesmo sem ter conta criada, espreitar algumas contas de Instagram muito bonitas. E tinha vontade de criar a minha, mas com uma câmara fraca de telemóvel, desanimava-me um pouco... Sabia que não era possível carregar as minhas fotos (as da câmara fotográfica) através do computador. Até que, há cerca de duas semanas, o ícone quadradinho, da rede de imagens, ao quadrado:), surgiu tímido no topo da página. Estava criada a conta de Instagram do blogue! Ao ter conhecimento da possibilidade de carregar as minhas fotos, as do computador, para mim, fazia todo o sentido criar a conta. Para quem tenha a mesma vontade, em usar o Instagram, mas com as suas fotos, as das câmaras. Pode usar este programa muito simples, basta instalar, carregar a foto, adicionar a legenda, e já está. A foto aparece automaticamente no nossa conta de Instagram (previamente criada).

A grelha de imagens acima, é da minha conta. É um pouco do que podem ver por lá. Flores, afinal, estamos na Primavera, mar, o azul profundo do Cabo da Roca, suricatas (esta era a única que não estava em sentinela, no zoo, deveria estar na sua pausa;), mais mar, e crianças que nele dançam. Podem acompanhar tudo, aqui.

E por último, estas inspirações. Contas de Instagram, muito diferentes, mas todas, na minha opinião, muito bonitas.


Neste conjunto de imagens, cada fotografia, faz parte de uma conta. 
(Legenda: em cima, da esquerda para a direita. Seguido de: em baixo, no mesmo sentido.)

  1. De alma despida, para os apaixonados. - Ivan Troyanovsky, fotógrafo e autor de vídeos maravilhosos.
  2. Sobre viagens, pelo mundo, lugares bonitos. - Hello Emilie.
  3. Maternidade, bebés, crianças. De encantar. - Veronika Gphotography.
  4. Fotografia com uma atmosfera e luz muito bonita. - Konsta Punkka.
  5. Diferente, pitoresca, florida. - Rhymes with Coffee.
  6. Com a nossa luz maravilhosa - Hello Twiggs.

Gostaram deste post e das sugestões ?

 * Autoria da ilustração - Lieke van der Vorst.
* Fotografias do Instagram (segundo mosaico de imagens), dos autores acima mencionados.
* Autoria das fotos (foto superior e primeiro mosaico de imagens) - Life, Love and Photograph.

28 de maio de 2016

Campo. Flores. E aquela Paz...

Campo. Flores. Pormenores. Um simples malmequer, flores pequeninas, uma borboleta. Luz que passa por entre as árvores e incide nas folhas... Foi assim que me despedi de Portugal, de casa. Estas fotografias foram tiradas no último dia antes de partir para a Suíça. Pelo campo, por detrás dos prédios, só eu e a natureza. Sentia-me triste, não vos vou mentir. Não são fotografias elaboradas, nem a minha intenção foi que ficassem perfeitas. Queria apenas guardar em mim, os cheiros adocicados da Primavera, acabada de chegar. O vento na face, os sons, dos pássaros, dos insectos. A luz, um sol maravilhoso. As muitas flores, e aquela paz. É isso, queria trazer um pouco daquela paz. Espero que gostem.








Esta luz...

16 de maio de 2016

Aonde pertencemos..

Gosto da cidade. Gosto da agitação, gosto de me perder em ruas e vielas e de me encantar com cada canto... de olhar maravilhada cada fachada antiga, cheia de história, cheia de vida. É isso, a cidade transpira vida. Sou sempre uma turista na cidade. Com a câmara sempre pronta a registar cada momento, com um sorriso no rosto e com uma alegria quase infantil... e saio sempre de lá, de alma cheia. E o que eu gosto de cidades com alma... antigas e históricas, como Lisboa... Adoro as ruas em que o fado soa, fico encantada, de alma leve... e eu, que em miúda, dizia que não gostava de fado... mudamos tanto... e ainda bem... Adoro a movimentação, as ruas e cafés, cheios de gente, o comércio tradicional, as mercearias e cafés centenários, e a calçada tão bonita! Como falar de Lisboa ou de tantas outras cidades portuguesas, sem falar na nossa calçada ? Gosto dos monumentos antigos e estátuas, e também das estátuas vivas, de quem anima as nossas cidades, seja em homens (e mulheres) estátuas, seja com tantos outros talentos e façanhas, que nos fazem olhar, por vezes parar e muitas vezes, ficar a contemplar e a sorrir... uma pessoa e depois outra e mais outra, e quando damos por isso, um mar de gente, se juntou ali, e por momentos, esquecem o mundo, vivem aquele instante. Sim, eu gosto da cidade. Gosto que o meu olhar se perca no rio, no cais das colunas... Gosto da cidade menina. E também eu, sou menina... da cidade.

Cais das colunas (Terreiro do Paço), Lisboa, Abril de 2012

Gosto do mar. Como é possível não gostar ? Aliás, causa-me estranheza, viver agora, num país que não tem mar... logo eu, que gosto tanto de o ter ali, bem por perto, à distância de uma curta viagem... No mar encontro a minha paz... Talvez essa paz, esteja nas águas que brilham sob a luz do sol, talvez esteja nos grãos de areia que agarro num punhado e que escorrem rapidamente das minhas mãos, numa metáfora perfeita, de como o tempo nos foge por entre os dedos... Talvez esteja no som do bater das ondas ou nas gaivotas que tornam o mar, ainda mais encantador. Ou será o cheiro a maresia ? São todos estes pequenos detalhes que o tornam tão grandioso, e se é grandioso, imenso, o oceano... Poucas coisas nesta vida, me sabem tão bem, como um mergulho no mar, aquele instante, aquele momento de embate, em que o nosso corpo bate nas águas e sentimos aquela frescura que nos faz sentir vivos, só nós e o oceano, quase, como se entrássemos noutro mundo... E se sou feliz neste mundo... com sal na pele, com o corpo aquecido pelo sol e com uma leveza que só as coisas muito boas, nos trazem. Mas o oceano, não encanta apenas no Verão. No Inverno deslumbra-me... imponente, é dele próprio, das gaivotas e dos pescadores, dos homens que são do mar. Gosto de os observar, nos seus barcos ou com as suas canas de pesca, ali, só eles, e o oceano... e se são lindas as vilas piscatórias... Sim, sou do mar. O meu olhar perde-se no oceano, e ali, fecho os olhos, e fico quieta, a ouvir, a sentir toda aquela imensidão... e sinto-me pequena, menina... do mar.










Maravilhoso... Cabo da Roca (Colares), Sintra, Agosto de 2015

Gosto do campo. O campo, faz parte de quem eu sou, das minhas raízes, da minha infância, foi no campo que eu cresci... A minha casa era sombreada por um pinheiro e rodeada de muito terreno à volta, e fui tão feliz ali... No baloiço do pinheiro, fechava os olhos, sentia o cheiro a resina e baloiçava, voava por instantes... sentia uma liberdade... inigualável... Tomava banho no tanque de rega com os meus irmãos, apanhávamos fruta e comíamos directamente da árvore... deveria ser lavada, claro, mas para nós, era assim que nos sabia bem, era assim que éramos felizes... numa época em que se fala tanto em biológico, ali era tudo assim, tudo natural. Deitava-me no meio das flores e ali ficava, a sentir os cheiros adocicados, a brincar com joaninhas, a mordiscar azedas (umas pequenas flores amarelinhas), a ouvir os grilos ao final da tarde. Perseguia borboletas e sonhava, sonhava.. de pés bem assentes na terra, e com a mente e o coração, bem lá no alto, nas nuvens... numa antítese da vida, que eu na altura, era muito pequena para compreender. Era no campo, debaixo do pinheiro, que o meu pai nos fazia, um torricado maravilhoso... fatias de pão caseiro, douradas numa fogueira e barradas, ou pinceladas (aqui a memória foge-me e não me consigo recordar com exactidão, como fazia), com azeite e alho... Tão bom! Assim como os seus grelhados, o peixe e as saladas com pimento assado... Um pouco mais acima de onde morava, ficavam os eucaliptos... Ali, naquele terreno, existiam cogumelos, e mais uma vez, eu gostava de me deitar ali, de olhar para cima, para o topo daqueles gigantes, e de olhar a luz do sol, filtrada pelas folhas... Coisas tão simples e tão boas... Quando é que perdemos a capacidade, de nos sentirmos felizes, com as pequenas coisas ?... Fui a menina, que se sentava nos degraus da casa, com um caderninho, e a olhar o Mouchão de Alhandra, o rio ao fundo, escrevia versos... apaixonada. pela natureza... pelo cheiro da terra, quer fosse, depois de uma chuvada, ou no pico do Verão, pelo meu cão que abraçava, por pequenos nadas, que eram tanto... pela vida... Apaixonada, pela vida.

Sim, sou menina, da cidade, do mar, mas sou acima de tudo, do campo. É no campo, que eu volto a ser, a menina, que um dia fui.

Lezíria Ribatejana, Junho de 2013 

* O texto, sobre onde cresci, está totalmente no passado, porque aquele lugar, já não existe mais, não daquela forma... talvez um dia, fale sobre isso. Mas no meu coração e até mesmo no meio dos campos, consigo voltar, em parte, àquele lugar.

E tu, que me lês ;)  A que lugar pertences ?

Já me podes seguir no Instagram, aqui.

*Autoria das fotos - Life, Love and Photograph

2 de maio de 2016

Embarcar num golpe de asa..

Quero ir para casa... Embarcar num golpe de asa... Assim canta Pedro Abrunhosa e Camané. E o que eu queria voltar a embarcar... Mas, deixando um pouco de lado, a melancolia e a saudade tamanha, hoje trago-vos fotografias da última vez que fui a Portugal, da última vez que embarquei e num golpe de asa, abracei quem mais amo. Esta foi uma viagem rápida, de poucos dias, em que devido a uma consulta (ainda sou seguida em Portugal, devido ainda não ter trabalho e seguro de saúde aqui...) tive que voltar a casa. Foi uma viagem sozinha, em que tive receio de não chegar a tempo ao aeroporto, foi a primeira vez, que saí de Glarus, apanhei o comboio até Zurique (cerca de duas horas de caminho) e depois o avião. Já tinha feito este percurso com o meu marido, apesar de poucas vezes, mas sozinha foi a primeira vez e foi uma aventura, mas apesar de tudo, cheguei sã e salva a Lisboa. 

Nestes dias, para além da consulta, aproveitei para estar com a família, conheci o meu sobrinho bebé com um mês... Um amor... Ainda não encontrei melhor na vida, que as crianças, os bebés e os animais... Um bebé lindo, em que para além de tia babada, tornou-se recentemente, após um convite, também o meu afilhado e eu não poderia ter ficado mais feliz. Aproveitei também para estar com os meus sobrinhos já maiorzinhos. Mais amores da tia. E foi tão bom vê-los sorrir e abraçá-los...

As fotos de hoje, são da viagem e de um passeio à beira Tejo, com os meus sobrinhos, com o rio que emoldurou a paisagem, com os pombos e com as flores de uma Primavera, que tinha acabado de chegar. Espero que gostem e que viajem também, um pouquinho comigo.

Foi a primeira vez que viajei à janela... Céu azul ao deixar Lisboa... Fotos tiradas no regresso à Suíça.


Por entre as nuvens... e a terra a parecer uma manta de retalhos.


Trouxe um pouco de terra ... Cheira a pinheiro e a serra ... Voam pombas ... No beiral ...

Costumam ser gaivotas a sobrevoar o rio, desta vez foram os pombos... Jardim de Vila Franca de Xira


'' Voar sempre, cansa - por isso ela corre em passo de dança.'' - Eugénia Tabosa

Vista sobre a ponte de Vila Franca de Xira (Ponte Marechal Carmona)


 '' Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu.'' 
- Friedrich Nietzsche

16 de abril de 2016

Em tempo de flores.. pensamentos e coisas (muito) bonitas.

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A Primavera assim como a vida, não espera por nada, nem por ninguém. Se andamos perdidos nos caminhos e nas encruzilhadas da vida, se por vezes nos sentimos, numa névoa, num nevoeiro que não se quer dissipar, se nos parece tão difícil encontrar o nosso caminho... independentemente de tudo, a vida corre lá fora, alheia ao que vai dentro de ti, ao que se passa nas nossas vidas. Continua a haver sol, ou chuva que cai com força, continua a existir quem sorria, quem seja feliz, quem ame, quem sinta que encontrou o seu caminho, nisto, a que chamamos de viver. Não é a vida que tem que te encontrar ou ajudar a que encontres o teu caminho. Nós é que temos que descobrir o caminho certo, entre muitos não tão certos, nós é que temos que descobrir, que seguir, que lutar, pelo que nos faz verdadeiramente felizes. E a Primavera, é também assim, não espera por nada, floresce, renasce, com toda a sua força. Há dias, observava através da minha janela, que a árvore despida, começava a ter uns pequenos rebentos verdes. No dia a seguir já se viam pequenas folhas, e devagar, dia após dia, mais folhas surgiram, mais verde, não só aquela, como também as árvores em seu redor. Hoje ao olhar pela janela, apesar da chuva que teima em cair, dei com a árvore já repleta de folhas, completamente verde… Neste ciclo que é a vida, tudo segue o seu rumo, tudo renasce, mesmo que a chuva, ou a neve já fora de época, teime em cair. Talvez para nos lembrar, que independentemente, do que surja no nosso caminho, (como a Marisa, diz) a vida tem pressa que tudo aconteça. E o tempo, contrariamente ao que muitas vezes desejamos, não pára, não pode parar… a natureza, a vida, tem que seguir. E nós ? Bom… e nós, temos de encontrar o nosso rumo e trazer a Primavera para dentro de nós, nos nossos corações, com as flores, as borboletas, com a alegria que sentíamos em criança… Como, ao nos deitarmos no meio de um campo florido, ao sentirmos os cheiros adocicados, o sol que nos aquece a pele e a alma, ao ouvirmos os sons da natureza, dos pássaros, e aquela calma, aquela paz. Aquela felicidade.. 


⦁ ⦁ ⦁ 


Além destas minhas divagações, trago-vos coisas bonitas. Trago-vos flores, e uma Primavera desenhada, pelas mãos de Cinzia Bolognesi. Conheci esta artista, através de um artigo no site - Bored Panda, e fiquei rendida ao seu talento, apaixonada pelas coisas bonitas que faz. A Cinzia desenha em guardanapos e noutras superfícies, criando as suas little coffee stories, como menciona no seu Instagram. Usa elementos reais; a chávena de café, flores, açúcar, assim como outros, e com eles faz magia, ao integrar com os seus desenhos. Cria histórias e um mundo de fantasia que espero que vos encante, tanto, como me encantou a mim. Agradeço imenso à Cinzia, por ter aceite o meu convite e por me permitir mostrar-vos algumas das suas histórias. Vamos beber um Café ? E sonhar enquanto isso ? 

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“ In the enchanted realm of spring the flowers are not ashamed of what they are.”

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Go and catch a falling star, Get with child a mandrake root, Tell me where all past years are, Or who cleft the devil's foot, Teach me to hear mermaids singing, Or to keep off envy's stinging, And find What wind Serves to advance an honest mind.”  John Donne


“ The acrobat and the Red moon - Leap day. Leap year. Leap of Faith.”

✶ As descrições/citações, são as que a autora escolheu e que acompanham os seus desenhos.

 Podem seguir a inzia, através do seu Site ou através do Instagram.
E aqui, podem ver o artigo do Bored Panda.

* Autoria das Ilustrações - Cinzia Bolognesi
*Autoria da foto - Life, Love and Photograph

8 de abril de 2016

Ainda, o Inverno..

Estas imagens que hoje partilho, são (ainda) imagens de dias frios. Dias de muito branco em que a neve se fez notar. Dias de um Inverno que já passou, e que devagar, timidamente, vai dando lugar à estação das flores. Vai dando lugar à estação bonita, onde tudo renasce, tudo floresce, tudo é Primavera. Mas por agora... ainda a neve. Ainda, o Inverno.
 
Neste Inverno fotografei pouco, apesar da beleza dos Alpes suíços cobertos de neve e do deslumbre de ver a neve cair, confesso que o frio, levava-me antes, ao conforto de um chá quente e a contemplar o Inverno na grande maioria das vezes, através da minha janela. Das vezes que saí para fotografar, foi uma verdadeira aventura…
 
Apesar de bem agasalhada, gelei em muito pouco tempo, eu e a câmara, que tive até receio que congelasse, tal era o frio. Ainda assim, apaixonada pela paisagem, consegui captar algumas imagens. Algumas, através mesmo da minha janela, outras, nos campos, onde a neve a meio do caminho surgiu. Espero que gostem, ao relembrar tudo isto, não deixo de sorrir… com a atrapalhação da neve na lente da câmara, eu gelada e finalmente, quando cheguei a casa, a vestir (mais) roupa quente que me aquecesse, a aquecer as mãos na água quente e no aquecedor, ao sentir um formigueiro imenso do choque térmico e por fim, a minha satisfação, de voltar a olhar a neve através da janela, agarrada à caneca de um chá… beeem quente!

Deixo-vos com as fotografias, estas primeiras, captadas precisamente, da minha janela.






A nevar intensamente...

O anoitecer...



Pelos campos
 




Adoro todo este branco...



O topo da montanha... Tão bonito!

19 de março de 2016

Mar de Inverno...

E hoje termina aqui... este passeio à beira-mar. Nestas últimas fotos, trago-vos um final do dia, em que a luz incide sobre as águas; pormenores da vila e detalhes bonitos de onde ficámos instalados. Nas fotos anteriores, viram um céu nublado, um céu de tempestade. Nestas, irão ver, um céu azul, bonito. Neste fim de semana, o tempo pode ter sido inconstante, mas a beleza, essa manteve-se inalterada, independentemente das intempéries, tão próprias de um mar de Inverno.




 Cai a noite sobre o mar...


Let it burn...

Pela vila... Casa de vinhos.

Detalhes de onde ficámos instalados...


A dança, que é a vida...

Memórias de um amor..

Saudade..

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